sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Bispos católicos divulgam manifesto em apoio a Dilma!!!


Religiosos divulgam manifesto em apoio a Dilma


Documento, assinado por bispos da Igreja Católica e pastores evangélicos, critica gestões do PSDB


Encabeçado por sete bispos, entre eles dom Thomas Balduíno, bispo emérito de Goiás Velho (GO) e presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), foi divulgado hoje um manifesto de "cristãos e cristãs evangélicos e católicos em favor da vida e da vida em abundância", que contava no início da tarde com mais de 300 adesões de religiosos e fiéis. O texto será entregue a Dilma Rousseff (PT) na segunda-feira, no Rio, na mesma cerimônia em que a candidata à Presidência receberá apoio de intelectuais e artistas.


Os adeptos rechaçam que "se use da fé para condenar alguma candidatura" e dizem que fazem a declaração de voto "como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais".

No manifesto, eles deixam claro que "para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra (José Serra, presidenciável pelo PSDB)".

O documento recebeu o apoio dos bispos dom Demétrio Valentini (Jales, SP); dom Luiz Eccel (Caçador, SC); dom Antônio Possamai, bispo emérito de Rondônia; dom Xavier Gilles e dom Sebastião Lima Duarte, bispo emérito e bispo diocesano de Viana (MA). Também apoiam Dilma dezenas de padres e religiosos católicos como Frei Betto, pastores evangélicos, o monge da Comunidade Zen Budista (SP) Joshin, o teólogo Leonardo Boff, o antropólogo Otávio Velho e a professora da Universidade de São Paulo (USP) Maria Victoria Benevides.


Pedofilia


O manifesto faz referência velada a casos de pedofilia nas igrejas para afastar a exigência de candidatos comprometidos com religiões. Os signatários do manifesto ressaltam: "Sabemos de pessoas que se dizem religiosas e que cometem atrocidades contra crianças e, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo. Não nos interessa se tal candidato(a) é religioso ou não."

A intervenção do Papa acerca do aborto nas eleições - Leonardo Boff

Estou enviando este pequeno texo sobre a intervenção do Papa acerca do aborto nas eleições.

Leonardo Boff

É importante que na intervenção do Papa na política interna do Brasil acerca do tema do aborto, tenhamos presente este fato para não sermos vítimas de hipocrisia: nos catolicíssimos países como Portugal, Espanha, Bélgica, e na Itália dos Papas já se fez a descriminalização do aborto (Cada um pode entrar no Google e constatar isso). Todos os apelos dos Papas em contra, não modificou a opinião da população quando se fez um plebiscito. Ela viu bem: não se trata apenas do aspecto moral, a ser sempre considerado (somos contra o aborto), mas deve-se atender também a seu aspecto de saúde pública. No Brasil a cada dois dias morre uma mulher por abortos mal feitos, como foi publicado recentemente em O Globo na primeira página. Diante de tal fato devemos chamar a polícia ou chamar médico? O espírito humanitário e a compaixão nos obriga a chamar o médico até para não sermos acusados de crime de omissão de socorro.

Curiosamente, a descriminalização do aborto nestes paises fez com que o número de abortos diminuisse consideravelmente.

O organismo da ONU que cuida das Populações demonstrou há anos que quando as mulheres são educadas e conscientizadas, elas regulam a maternidade e o número de abortos cai enormente. Portanto, o dever do Estado e da sociedade é educar e conscientizar e não simplesmente condenar as mulheres que, sob pressões de toda ordem, praticam o aborto. É impiedade impor sofrimento a quem já sofre.

Vale lembrar que o canon 1398 condena com a excomunhão automática quem pratica o aborto e cria as condições para que seja feito. Ora, foi sob FHC e sendo ministro da saude José Serra que foi introduzido o aborto na legislação, nas duas condições previstas em lei: em caso de estupro ou de risco de morte da mãe. Se alguém é fundamentalista e aplica este canon, tanto Serra quanto Fernando Henrique estariam excomungados. E Serra nem poderia ter comungado em Aparecida como ostensivamente o fez. Mas pessoalmene não o faria por achar esse cânon excessivamente rigoroso.

Mas Dom José Sobrinho, arcebispo do Recife o fez. Canonista e extremamente conservador, há dois anos atrás, quando se tratou de praticar aborto numa menina de 9 anos, engravidada pelo pai e que de forma nenhuma poderia dar a luz ao feto, por não ter os orgãos todos preparados, apelou para este canon 1398 e excomungou os medicos e todos os que participaram do ato. O Brasil ficou escandalizado por tanta insensibilidade e desumanidade. O Vaticano num artigo do Osservatore Romano criticou a atitude nada pastoral deste Arcebispo.

É bom que mantenhamos o espírito crítico face a esta inoportuna intervenção do Papa na politica brasileira. Mas o povo mais consciente tem, neste momento, dificuldade em aceitar a autoridade moral de um Papa que durante anos ocultou o crime de pedofilia entre padres e bispos.

Como cristãos escutaremos a voz do Papa, mas neste caso, em que uma eleição está em jogo, devemos recordar que o Estado brasileiro é laico e pluralista. Tanto o Vaticano e o Governo devem respeitar os termos do tratado que foi firmado recentemente onde se respeitam as autonomias e se enfatiza a não intervenção na política interna do pais, seja na do Vaticano seja na do Brasil.

Um abraço bem fraterno.

Leonardo Boff

Papa envia recado ao Serra e ao PSDB!!!

Amigos e amigas façam uma reflexão sobre a campanha e votem no dia 31/10/10 em Dilma Nº 13 para o Brasil seguir evoluindo e crescendo como está no governo Lula!!!


Papa envia recado ao Serra e ao PSDB!!!

O Papa Bento XVI, envia uma orientação pelos bispos do nordeste para o povo brasileiro não votar em candidato que apoia aborto, isto tem um endereço certo ao candidato do PSDB Serra que sua senhora esposa fez um aborto provocado com seu consentimento, isto é inaceitável o aborto somos á favor da vida em plenitude!!!

Não votem em Serra ele é amplamente favorável ao aborto!!!

Vote em Dilma Nº13 que é a favor da vida e da civilização do amor em nosso país!!!

Mulher de Serra fez aborto, diz ex-aluna

Não se trata aqui de querer julgar a conduta da mulher do Serra, mas pra desmascarar a pretensão de Serra de querer ser o candidato da família e dos valores cristãos.




Serra é a favor do aborto ele quando ministro da saúde assinou o documento que legalizava até o quinto mês de gravidez da mulher o aborto pelo SUS!!!!

Serra votou pelo Aborto no (PNDH 1 e 2)

Serra pediu Reforma do Código Penal: Para Ampliar Aborto ( PNDH 1 e PNDH 2 )

O Governo FHC sancionou o I Plano Nacional de Direitos Humanos e o II Plano Nacional de Direitos Humanos. Assim como o III Plano Nacional de Direitos Humanos sancionado pelo Governo Lula, recentemente, o I e o II Plano de FHC foram precedidos de participações da sociedade civil organizada e de órgãos governamentais - entre eles o Ministério da Saúde.

Então, o que nos interessa aqui, no II Plano sancionado por FHC o Ministro da Saúde era José Serra. Ou seja, o que era de Responsabilidade de Saúde passou pela aprovação do Ministro da Saúde - Serra.
No Item Mulheres, questão 179, está disposto:

"...alteração do Código Penal para... alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal, em conformidade com os compromissos assumidos pelo Estado Brasileiro no Marco da Plataforma de Pequim".
Claramente, pela citação da alteração do Código Penal para "alargamento dos permissivos legais para a prática do aborto legal" fica explícito que é o avanço sobre a permissão do aborto além do que já é permitido: risco de vida da mãe e estupro. Ou seja: mudar o Código Penal para descriminalizar o aborto de forma mais ampla.


Coordenadora de campanha de Serra a favor do aborto e da liberação das drogas ilicítas!!!

Vamos lá,, Soninha Francice coordenadora campanha Serra a favor do aborto...
como justificar isto Serra?

http://www.iparaiba.com.br/noticias,186143,32,soninha+discorda+de+serra+e+diz+ser+a+favor+da+descriminalizacao+do+aborto+.html





Dá-lhe Dilma Nº 13!!!

Ronaldo

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Briga entre tucanos Serra e Aécio é razão do dossiê!!!

Relatório da Polícia Federal (PF), divulgado na quarta-feira (20), sinaliza que a montagem do chamado “dossiê tucano” foi acertada em 2009, em Brasília, quando o jornalista Amaury Ribeiro Júnior descobriu que o deputado Marcelo Itagiba (RJ) reuniu um grupo de espionagem, a serviço de José Serra, para devassar a vida do ex-governador de Minas Aécio Neves. Mas a documentação começou a ser reunida bem antes, no início de 2008, em Belo Horizonte.

Algo de podre no reino de Aécinho…

No primeiro trimestre de 2008, muito antes de se decidir sobre os possíveis candidatos à Presidência, o dossiê já era montado na capital mineira. A investigação do jornalista mirava as movimentações financeiras das empresas ‘Decidir.com’, com sede nas Ilhas Virgens, e Patagon, na Argentina.

Repórter especial do jornal “Estado de Minas”, Amaury Ribeiro Júnior foi o responsável pelo levantamento, com base nos dados produzidos durante as investigações da CPI do Banestado, iniciada em 2003, sobre a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais entre 1996 e 2002 – cerca de US$ 84 bilhões.

Ainda no início de 2008, durante a produção do dossiê, Amaury Ribeiro Júnior manteve contato com José Serra, em São Paulo, depois de fazer todas as apurações das movimentações das duas empresas suspeitas de lavagem de dinheiro, e que pertenciam a Verônica Serra, filha de Serra, e Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity. Com o conhecimento do dossiê, Serra viajou para Belo Horizonte, onde participou das comemorações dos 80 anos do jornal “Estado de Minas”, em festa no Palácio das Artes para 2 mil convidados.

Além dele, outro governador presente foi José Roberto Arruda, do Distrito Federal, cotado para ser o vice de Serra, indicado pelo DEM, numa chapa com o PSDB. Arruda acabou perdendo o seu mandato no ano passado, após série de denúncias contra seu Governo. Estava presente ainda seu vice, Paulo Octávio, que também caiu.

O assunto dominante na noite foi o recado a José Serra dado, indiretamente, em discurso pelo diretor do jornal, Álvaro Teixeira da Costa: “Não mexa com Minas, que Minas reage” – referência à possível espionagem de Itagiba contra Aécio Neves.
No final do ano passado, quando os nomes da corrida presidencial estavam praticamente definidos, o jornalista deixou o jornal. A notícia do dossiê chegou à cúpula tucana. O caso foi abafado.

Com a documentação em mãos, Amaury Ribeiro Júnior se encontrou com Luiz Lanzetta, responsável, até então, pela coordenação de comunicação da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. O encontro aconteceu em abril, em Brasília. Amaury confirmou que, durante o período em que ficou em Brasília, negociou com a equipe da pré-campanha de Dilma Rousseff. O jornalista ficou hospedado num flat e as despesas teriam sido pagas por “uma pessoa do PT” ligada à candidatura governista.

A notícia de que Lanzetta participava da montagem do dossiê fez com que a direção do PT o afastasse. Ele deixou a campanha em junho, após a revelação do caso, negando participação na reunião dos documentos, que havia começado em 2008. Até o final de 2009, o levantamento em torno da movimentação de recursos feita pelas empresas da filha de Serra e da irmã de Dantas já estava concluído. Em nota, a PF afirma que ficou constatado que os dados do dossiê foram utilizados para elaboração de relatórios, “mas não foi comprovada sua utilização na campanha política”.

Por meio de sua assessoria, o senador eleito Aécio Neves rechaçou, ontem, qualquer ligação com o episódio, e disse que a prática de quebra de sigilo nunca fez parte de sua trajetória política, “em mais de 20 anos de vida pública”. Itagiba também negou ter participado de um grupo de espionagem a serviço de Serra. O jornal “Estado de Minas” “entende que isso (denúncias) é normal e recorrente às vésperas da eleição”.

Conforme a PF, Amaury confirmou que pagou R$ 12 mil ao despachante paulista Dirceu Garcia para obter as informações sobre os tucanos entre setembro e outubro de 2009. O jornalista não revelou de onde teria saído o dinheiro. A PF ouviu 37 pessoas. Amaury Júnior pode ser indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção.

Dutra nega ligação com quebra de sigilo

BRASÍLIA – Presidente do PT, José Eduardo Dutra voltou a negar nesta quarta-feira qualquer envolvimento do partido e da presidenciável Dilma Rousseff na elaboração de dossiês relacionados ao caso Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB. Ele disse que o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, apontado pela Polícia Federal como mandante da quebra de sigilo fiscal de Eduardo Jorge, nunca trabalhou na campanha.

“O único contrato dele era com o (Luiz) Lanzetta (dono da Lanza Comunicação), que era contratado pela campanha. Mas eu nem conheço o Amaury. A nossa afirmação é a mesma desde o início. Nunca encomendamos ou mandamos elaborar um dossiê”, disse Dutra, aproveitando para acusar o próprio PSDB. “Parece mais uma briga instalada dentro do tucanato que quiseram colocar no nosso colo”.

A investigação da Polícia Federal, praticamente concluída, informa que o jornalista levantou as informações para o jornal “Estado de Minas”. Na época, outubro do ano passado, ele trabalhava para o jornal. Amaury pagou R$ 12 mil ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia que, a partir de uma rede de auxiliares, obteve os dados de Eduardo Jorge na Receita Federal.

Em depoimento de oito horas à Polícia Federal, Amaury disse que ano passado, quando estava no “Estado de Minas”, foi escalado para investigar um suposto esquema de espionagem, contra o ex-governador Aécio Neves (PSDB), que teria sido montado por um suposto grupo do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra. Ele e Aécio eram potenciais candidatos do PSDB à presidência da República. O jornalista disse que, ainda em outubro do ano passado, entregou um relatório do caso ao “Estado de Minas” e deixou o jornal. As informações não foram publicadas.

No início deste ano, Amaury, que mantinha cópia do relatório em seu computador pessoal, foi chamado pelo empresário Luiz Lanzetta para montar uma equipe de inteligência da campanha de Dilma Rousseff. A tarefa seria conter vazamentos de informações do comitê central da campanha da ex-ministra.

A formação da equipe de inteligência – que contaria com a participação do sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Mathias, o Dadá, e o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo Souza – foi abortada antes da criação do grupo. Lanzetta se desentendeu com Onézimo sobre valores e o tipo de serviço que seria prestado.

Depois da briga, o caso foi tornado público e se transformou num dos grandes escândalos da campanha eleitoral. A partir daí, os deputados José Eduardo Cardozo (PT-SP) e Marcelo Itagiba pediram à PF para investigar a denúncia. Sete pessoas já foram indiciadas.

Serra atribui autoria a petistas

RIO DE JANEIRO – O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou que a quebra de sigilo de tucanos e seus familiares foi “uma ação direta ou terceirizada da campanha do PT”. “Esse cidadão (o jornalista Amaury Ribeiro Júnior) foi imediatamente contratado pelo PT para levar o seu know how, fruto das suas espionagens. Seja a que ele fez ou a que ele iria fazer”.

Por meio de nota, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o PT, “na sua enorme arrogância, acha que o Brasil é feito de tolos”. O senador alega que, a poucos dias das eleições, “justamente no momento em que José Serra e Aécio Neves percorrem juntos o Brasil na defesa de um país mais ético e mais justo, o PT tenta ressuscitar mais um factoide que tem como único objetivo provocar a divisão das forças que se unem pela vitória de José Serra”.

Ainda na nota, o tucano afirma que a denúncia é uma “nova tentativa do PT demonstrar, na verdade, a gravidade dos fatos ocorridos no âmbito da coordenação da campanha da candidata Dilma Rousseff e, agora devidamente comprovados, merecem o repúdio das forças democráticas brasileiras”.

O presidente do PSDB garantiu que a criação de grupos de espionagem “não é prática das campanhas do PSDB em Minas, São Paulo ou de qualquer outro Estado”. Conforme Guerra, o “PT dá mais uma mostra de uso político das instituições do Estado, de como usa o Governo para atender a seus objetivos políticos”. O tucano afirmou também que, embora o depoimento não tenha sequer sido divulgado, “o PT se apressa em espalhar versões”.

Dossiê tucano

Origem em BH

2008
- Antes de se decidir os possíveis candidatos à Presidência, um dossiê começou a ser montado em Belo Horizonte. A intenção era de levantar a movimentação financeira das empresas Decidir.com., com sede nas Ilhas Virgens, e Patagon, na Argentina.

- Jornalista com vínculo profissional com o jornal “Estado de Minas”, Amaury Ribeiro Júnior foi o responsável pelo levantamento do material, com base na CPI do Banestado, em 2003. A CPI investigou a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais entre 1996 e 2002, num total de cerca de US$ 84 bilhões.

- Durante a produção do dossiê, o jornalista manteve o contato com José Serra, em São Paulo, depois de fazer todas as apurações das movimentações das duas empresas. A Decidir.com e Patagon eram das sócias Verônica Serra, filha de Serra, e de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity.

- Com o conhecimento do dossiê, Serra viajou para Belo Horizonte para participar das comemorações dos 80 anos do jornal “Estado de Minas”. Além dele, outro governador presente foi José Roberto Arruda, do Distrito Federal, cotado para ser o vice indicado pelo DEM numa chapa com o PSDB. Arruda acabou perdendo mandato.
O assunto dominante na noite era o recado claro a José Serra, dado inclusive, indiretamente, no discurso de um dos diretores do jornal, que garantiu: “Não mexa com Minas, que Minas reage”.

Conclusões da PF

2009
- Os dados dos tucanos foram encomendados pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior. jornalista não só fazia a encomenda dos dados obtidos ilegalmente em agências da Receita em São Paulo, mas ia a capital paulista buscar os documentos. As viagens eram pagas pelo jornal.

- Amaury confirmou que pagou R$ 12 mil ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia, que trabalha em São Paulo. A PF não sabe de onde saiu o dinheiro.

- Garcia confirmou que Amaury pagou pelos dados do genro de José Serra, Alexandre Bourgeois, do dirigente tucano Eduardo Jorge, das sócias Verônica Dantas e Verônica Serra, além de outros integrantes do PSDB.

- O jornalista decidiu fazer a investigação depois de descobrir que o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria comandando um grupo de espionagem a serviço de José Serra para devassar a vida do ex-governador Aécio Neves que tinha a intenção de disputar a Presidência.

- Depois de deixar o emprego no jornal, no final de 2009, o jornalista participou de uma reunião, em abril passado, com integrantes da pré-campanha de Dilma Rousseff, em Brasília.No encontro, estava presente o delegado Onésimo de Souza.

- O delegado afirmou à polícia que foi chamado para cuidar da segurança do escritório do jornalista Luiz Lanzetta, responsável, até então, pela coordenação de comunicação da campanha de Dilma. Lanzetta deixou a campanha em junho, após a revelação do caso, negando que teria participado da criação do dossiê.

Fonte: Hoje em Dia

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Chaui: "tucanos articulam violência para culpar PT"

Chaui: 'tucanos articulam violência para culpar PT'

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Publicado em 25/10/2010, 20:10

Última atualização às 21:08

São Paulo - A filósofa Marilena Chaui denunciou nesta segunda-feira (25) uma possível articulação para tentar relacionar o PT e a candidatura de Dilma Rousseff à violência. De acordo com ela, alguns partidários discutiram no final de semana uma tática para usar a força durante o comício que o candidato José Serra (PSDB) fará no dia 29.

Segundo Chaui, pessoas com camisetas do PT entrariam no comício e começariam uma confusão. As cenas seriam usadas sem que a campanhe petista pudesse responder a tempo hábil. "Dia 29, nós vamos acertar tudo, está tudo programado", disse a filósofa sobre a conversa. Para exemplificar o caso, ela disse que se trata de um novo caso Abílio Diniz. Em 1989, o sequestro do empresário foi usado para culpar o PT e o desmentido só ocorreu após a eleição de Fernando Collor de Melo.

A denúncia foi feita durante encontro de intelectuais e pessoas ligadas à Cultura, estudantes e professores universitários e políticos, na USP, em São Paulo. "Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por isso, espalhem."

Ela também criticou a campanha de Serra nestas eleições. "A campanha tucana passou do deboche para a obscenidade e recrutou o que há de mais reacionário, tanto na direita quanto nas religiões."

Em entrevista ao blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, o jornalista jornalista Tony Chastinet, já alertava sobre possíveis técnicas utilizadas para associar o PT à violência.

Em breve mais informações.


Por favor multiplique pela sua lista de e-mails, blogs, orkuts etc....
Ronaldo

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

VOTEM NO DIA 31/10/10 - DILMA Nº13 LÁ!!!


Falta pouco para o dia em que o povo do Saci vai derrotar a rapina tucana

Assim, diremos o que há para ser dito, em 13 resumidos parágrafos.

1) Pesquisa não ganha eleição. O que ganhaeleição é campanha, campanha politizada, polarização programática, militância na rua. O horário eleitoral gratuito deve estar à serviço disso.

2) A eleição não está ganha. O primeiro turno demonstrou o erro dos que imaginavam que a eleição seria um passeio, que venceríamos no primeiro turno, que a direita estava esmagada, que Serra já era, que Aécio assumiria a direção do PSDB e comporia a base do novo governo etc.

3) Eleição é luta política. O primeiro turno demonstrou o erro dos que imaginavam que é suficiente ter bons resultados administrativos para ganhar uma eleição, que lulismo sem petismo é capaz de milagres.

4) A luta ideológica faz parte da luta política. O primeiro turno demonstrou o erro dos que subestimavam o peso negativo dos meios de comunicação, das igrejas conservadoras, dos aparatos de “inteligência” estrangeiros, dos preconceitos de classe média, inclusive na “nova classe média” que teria emergido nos últimos anos.

5) A técnica precisa estar sob direção político-ideológica. O primeiro turno demonstrou o erro dos que achavam que campanha é assunto técnico, que “qualis” valem mais que as direções partidárias, que movimentos sociais e militância de base atrapalham.

6) O primeiro mandamento político-ideológico é: a luta de classes não morreu. O primeiro turno demonstrou uma vez mais a existência das classes e da luta de classes, que quanto mais rico maior o voto em Serra, que a maioria dos trabalhadores vota em Dilma.

7) O acirramento do primeiro turno indica o tipo de oposição que será feita contra o governo Dilma. A conjuntura nacional e internacional pós-segundo turno será muito mais complexa e exigirá muito mais, tanto do governo Dilma, quando do PT.

8) Mas primeiro temos que vencer, o balanço é assunto para depois. Após o segundo turno, haverá tempo para uma análise completa do processo eleitoral, incluindo o primeiro e segundo turnos presidenciais, balanço completo dos estados, análise do desempenho do PT nas eleições para Senado, Câmara e Assembléias, composição das novos bancadas e governos estaduais.

9) Inclusive o balanço sobre os rumos da esquerda brasileira como um todo. O que envolverá estudar no detalhe a situação do PT, dos aliados (PSB, PCdoB, PDT, Pátria Livre) da oposição de esquerda (PSOL, PSTU, PCB, PCO), passando por movimentos sociais, intelectualidade e organizações não-eleitorais.

10) Este balanço será público e envolverá milhões de pessoas. Todos os temas que citamos até agora, mobilizarão as atenções de milhões de pessoas em todo o Brasil, tão logo acabe o segundo turno. Um momento importante será a reunião do Diretório Nacional do PT. Nossa primeira contribuição para o debate será objeto de debate e aprovação, na reunião que a direção nacional da Articulação de Esquerda fará nos dias 4 e 5 de novembro, em Brasília. Nesta reunião, além do balanço geral, vamos aprovar também orientações para nossos parlamentares e acerca dos governos.

11) O ano de 2011 será de ação governamental, mobilização político-social e muito debate. Por isto mesmo, além de tomar posição sobre os temas já citados, a reunião da Direção Nacional da AE aprovará um calendário organizativo, que inclui uma jornada de formação política em janeiro de 2011 (na Bahia), o Congresso do PT (com os mesmos delegados que participaram do IV Congresso), o Primeiro Congresso da AE (marcado para julho de 2011), a eleição municipal de 2012 e o próximo PED (por enquanto marcado para 2012).

12) Mas para que tudo isto ocorra, é preciso primeiro vencer as eleições. Como dissemos antes e repetimos agora: a eleição não está ganha, pesquisa não ganha eleição, a direita está jogando tudo que tem e só venceremos se politizarmos, polarizarmos, mobilizarmos, mantivermos a guarda alta. E apelarmos para o povo trabalhador!

13) Para que a vitória seja nossa, que travemos uma boa e forte luta. No dia 31 de outubro, vamos todos votar 13. Para eleger Dilma, Agnello, Ana Júlia. Para derrotar a direita, para seguir transformando o Brasil, para acumular forças em direção ao socialismo.

domingo, 24 de outubro de 2010

ELEITOR DE DILMA, FRADE AFIRMA QUE MANEIRA COMO O ABORTO É TRATADO NA ELEIÇÃO PLANTA SEMENTES DE FUNDAMENTALISMO


Frei Betto durante entrevista em livraria de SP

FABIO VICTOR
DE SÃO PAULO

Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, 66, afirma que o modo como são abordados religião e aborto nesta campanha está “plantando no Brasil as sementes de um possível fundamentalismo religioso”.
O frade dominicano responsabiliza a própria Igreja Católica por introduzir um “vírus oportunista” na disputa eleitoral.
E define como “oportunistas desesperados” os bispos da Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) que assinaram no fim de agosto uma nota, depois tornada panfleto, recomendando aos fieis não votar em candidatos do PT.
Em entrevista à Folha, o religioso analisa que os temas ganharam espaço na agenda porque “lidam com o emocional do brasileiro”.
Amigo do presidente Lula, de quem foi assessor entre 2003 e 2004 e a quem depois manteve apoio crítico, e eleitor de Dilma Rousseff (PT), Frei Betto declara que as políticas sociais do atual governo evitaram milhões de mortes de crianças e, por isso, discuti-las é mais importante do que debater o aborto.
Leia os principais trechos da entrevista.


Folha – O sr. entrou com mais força na campanha por conta da pauta religiosa?
Frei Betto -
Teria entrado de qualquer maneira. Agora, essa pauta me constrange duplamente, como cidadão e como religioso. Porque numa campanha, o mais importante é discutir o projeto Brasil.
Mas como entrou o que considero um vírus oportunista, o tema do aborto e o tema religioso, lamentavelmente as duas campanhas tiveram que ser desviadas para essas questões.
Mais do que se posicionar na questão do aborto, é [importante] se posicionar em relação às políticas sociais que evitam a morte de milhões de crianças. Nenhuma mulher, mesmo aquela que aprova a total liberalização do direito ao aborto, é feliz por fazer um aborto.
O que uma parcela conservadora da igreja se esquece é que políticas sociais evitam milhões de abortos. Porque as mulheres, quando fazem, é por insegurança, frente a um futuro incerto, de miséria, de seus filhos.
Esses 7,5 anos do governo Lula certamente permitiram que milhares de mulheres que teriam pensado em aborto assumissem a gravidez. Tiveram seus filhos porque se sentem amparadas por uma certa distribuição de renda.

Por que aborto e religião entraram tão fortemente na pauta?
Porque lidam com o emocional. Como o latino-americano em geral, a primeira visão de mundo que o brasileiro tem é de conotação religiosa. Sempre digo que, na América Latina, a porta da razão é o coração, e a chave do coração é a religião. Ela tem um peso muito grande na concepção de mundo que a população elabora.
Mas não foi a população que levou esse tema [à campanha], foram alguns oportunistas que, desesperados e querendo desvirtuar a campanha eleitoral, introduziram esses temas como se eles fossem fundamentais.

Quem são os oportunistas?
Primeiro os três bispos que assinaram aquela nota contra a Dilma, diga-se de passagem à revelia da CNBB. Eles se puseram no palanque, sinalizando diretamente uma candidata com acusações que considero infundadas.

Por que é tão difícil para os candidatos debaterem o tema do aborto com clareza?
Porque é um tema que os surpreende. Não é um tema fundamental numa campanha presidencial. É um vírus oportunista numa campanha em que você tem que discutir infraestrutura, programas sociais, questão energética, preservação ambiental.
Entendo que eles se sintam constrangidos a ter que se calar diante dos temas importantes e entrar num viés que infelizmente está plantando no Brasil as sementes de um possível fundamentalismo religioso.

Como o sr. vê a participação de bispos, padres e pastores na campanha, pregando contra ou a favor de candidatos?
Defendo o direito de que qualquer cidadão brasileiro tenha a sua posição e a manifeste. O que considero um abuso é, em nome de uma instituição como a igreja, como a CNBB, alguém se posicionar tentando direcionar o eleitorado.

Em artigo na Folha, o sr. disse que conhecia Dilma e que ela é “pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica”. O que diria sobre a formação e a religiosidade de Serra?
Eu sou amigo do Serra de muitos anos, desde a época do movimento estudantil. Nunca soube das suas opções religiosas.
Da Dilma sim, porque fui vizinho dela na infância, estivemos juntos no mesmo cárcere aqui em São Paulo, onde ela participou de celebrações, e também no governo.
Se você me perguntasse antes da campanha sobre a posição do Serra, eu diria: não sei. Mas o considero uma pessoa sensata, que respeita crenças religiosas, a tolerância religiosa, a liberdade religiosa. Nesse ponto os dois candidatos coincidem.

O que achou do material de campanha de Serra que destaca a frase “Jesus é a verdade e a vida” junto a uma foto do candidato?
Não cheguei a ver e duvido que seja material de campanha dele. Como bom mineiro, fico com pé atrás. Não dá para dizer que [o santinho] é da campanha dele.

No mesmo artigo o sr. diz que torturadores praticavam “ateísmo militante”. O sr. não respeita quem não crê em Deus?
Tenho inúmeros amigos ateus. Nenhum deles tirou do contexto a frase. Com essa pergunta você me permite aclarar uma coisa muito importante: que a pessoa professe ateísmo, tem todo o meu apoio, é um direito dentro do mundo secularizado, de plena liberdade religiosa.
Agora, a minha concepção de Deus é que Deus se manifesta no ser humano. Então toda vez que alguém viola o ser humano, violenta, oprime, está realizando o ateísmo militante. Ateus que reivindicam o fim dos crucifixos em lugares públicos, o nome de Deus na Constituição -isso não é ateísmo militante, isso é laicismo, que eu apoio.

O sr. relatou que encontrou Dilma no presídio Tiradentes (SP) e que lá fizeram orações. Como foram esses encontros?
Ela estava presa na ala feminina, eu, na ala masculina. Como religioso, eu tinha direito de, aos domingos, passar para a ala feminina para fazer celebrações. E ela participava.