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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

DIOCESE DE NOVA IGUAÇU REPUDIA CHACINAS DE MESQUITA E JAPERI.




DIOCESE DE NOVA IGUAÇU REPUDIA CHACINAS DE MESQUITA E JAPERI E CONVIDA TODA A SOCIEDADE À CAMINHADA E CELEBRAÇÃO ECUMENICA PELA PAZ E CONTRA A VIOLENCIA.
         
A Diocese de Nova Iguaçu quer, por intermédio dessa carta, solidarizar-se com as
famílias dos jovens assassinados nas duas chacinas ocorridas nos Municípios de
Mesquita e Japeri, nos dia 8 e 9 de setembro, e repudiar fortemente mais esses
atentados contra a vida dos jovens da Baixada Fluminense.
          
As medidas que o Estado vem adotando para combater a violência têm sido
insuficientes, pois a problemática extrapola a questão da Segurança Pública, já
que esta deve vir acompanhada de políticas sociais que beneficiem com especial
atenção as áreas carentes de nossos Municípios.
     
As diversas manifestações de violência que atropelam a dignidade da nossa
população demandam políticas públicas eficazes que contemplem o desenvolvimento
integral da população e ofereçam oportunidades de superação sociocultural aos
jovens das áreas populares dos Municípios da Baixada.  Nossa população não
aguenta mais continuar sendo vítima de atos de violência com requinte de
 crueldade por grupos de criminosos que apostam na impunidade e que se
acham donos do destino das pessoas.   E se pergunta, até quando vamos
nos reunir para chorar as vítimas da violência na Baixada?
         
Como Diocese, reafirmamos nosso compromisso em favor da vida e da juventude que só quer viver com dignidade. Inspirados no princípio da paz com justiça, conforme
os ensinamentos de Jesus e da Igreja, assumimos o desafio de colaborar com
todos os esforços e iniciativas a favor da construção de uma cultura de paz e
de respeito à vida. 
         
Renovamos o compromisso com a dignidade humana e fortalecemos a esperança em uma sociedade mais fraterna e sem ódio onde todos tenham garantido o direito às
mesmas oportunidades e a uma vida com dignidade.
         
Demandamos das autoridades competentes políticas de Estado que contemplem igualmente todos os Municípios do Estado do Rio de Janeiro, e a aplicação da justiça e a punição dos responsáveis desses crimes hediondos que atentam contra a vida de toda a população.
         
Nesse momento de revolta e dor, a Diocese de Nova Iguaçu convida as igrejas e todas as forças vivas da sociedade civil com suas autoridades a manifestarem nossa
solidariedade às famílias dos jovens assassinados, e a repudiarem fortemente
mais este ato de covardia, participando da CAMINHADA PELA PAZ com o lema: “Os
Jovens querem viver”!

Dia: 16 de setembro de 2012
Horário: 15:00
Local: Concentração na Praça Senhor Canário, rua Salgado Filho, Olinda, de onde
partirá a caminhada pela rua Salgado Filho até Gerisinó,  onde
haverá uma celebração ecumênica.

Separados somos fracos, mas unidos nos tornamos fortes. È por meio da fé no Deus da Vida
e da nossa união que poderemos alcançar dias melhores de Justiça, Paz e
Fraternidade em nossa Baixada.

Dom Luciano Bergamin, Conselho Presbiteral, Comissão de Fé e Caridade e profissionais da UFRJ.
A  FÉ o modo de possuir, aquilo que ja se espera"
Heb:11,1 

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

LULA: O BRASIL DE COPENHAGEM PARA O MUNDO




05/10/2009 - 08:00Sim, nós podemos por Luís NassifDo


Último SegundoColuna Econômica – 04/10/2009


Estava almoçando com um amigo banqueiro quando veio a notícia de que o Rio de Janeiro havia sido escolhido cidade-sede das próximas Olimpíadas. Mandou abrir um vinho em comemoração. De manhã, um funcionário dele, em Copenhagem, mandou email informando que na cidade só se falava em Lula, uma euforia completa apenas pela presença de Lula por lá.No restaurante, as mesas comemoraram pedindo vinhos e champagnes. Nas ruas, uma população orgulhosa do feito brasileiro. No Blog, centenas de comentários de leitores orgulhosos de serem brasileiros, finalmente orgulhosos de serem brasileiros, repito.


Chego no escritório, ligo a Internet e procuro o vídeo com o discurso de Lula, defendendo a candidatura do Rio e, depois, com Lula com os olhos marejados falando de sua maior especialidade: o modo de ser brasileiro. Tecendo loas ao Brasil, ao Rio, à ginga, à alma brasileira.E me espanto de como é possível que parte da opinião pública ainda não tenha se dado conta da dimensão política global de Lula. Ele se tornou um dos governantes paradigmáticos do maior processo de transformações que a humanidade atravessa desde o pós-guerra.



***


A população pobre, que era custo, hoje se tornou o grande ativo dos emergentes China, Índia e Brasil. Lula representa não apenas a história de sucesso do operário que chegou a presidente. O polonês Lech Walesa também teve esse papel e não passou de mera curiosidade histórica. Já Lula tem desempenhado um papel civilizatório inimaginável.


Assumiu um país exaurido pela insensibilidade social, liderando um continente propenso a exageros populistas históricos, como contraposição aos exageros liberais. Globalmente, o fracasso das políticas neoliberais projetou uma sombra de xenofobia, intolerância e radicalização sobre todos os continentes.Foi nesse ambiente propício à radicalização que Lula projetou sua imagem de pacificador, de agente do processo civilizatório mundial.


Com a mesma bonomia com que trata seus adversários políticos no Brasil, ou como tratava os peões de fábrica no ABC, ajudou a criar uma alternativa democrática no continente, orientando Evo Morales, contendo os arroubos de Hugo Chávez, tornando-se a esperança do Ocidente de manter uma porta aberta com o Irã.


Quando leva Obama para uma sala para explicar, em um bate-papo, como agir no caso do Irã, o severino retirante se despe de toda liturgia do cargo, dos tremeliques da diplomacia, usa a linguagem tosca e direta com que as pessoas normais se comunicam e ajuda a desenhar a nova diplomacia mundial. E com a cara do Brasil, a afetividade do Brasil, alisando as pessoas, tratando-as com o carinho brasileiro.Na coletiva que deu após a escolha do Rio, a profissão de fé no Brasil entrará para a história.


O orgulho de ser brasileiro, o “sim, nós podemos” entra definitivamente para o repertório brasileiro do século 21, do mesmo modo que JK empurrou o país com seu otimismo e sua genuína crença no valor do brasileiro. Daqui a vinte anos, quando o país estiver definitivamente entronizado no panteão dos grandes países do mundo, será mais fácil avaliar a verdadeira dimensão de Lula, como o grande timoneiro dessa travessia.


Autor: luis nassif