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quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Comissão Executiva da CN da EPS do PT saúda o ingresso do companheiro Taffarel, do PT-RJ e coletivo, em nossa corrente.





Ao companheiro Taffarel e coletivo, de Mesquita PT-RJ.

A Comissão Executiva da CN da EPS do PT saúda o ingresso do companheiro Taffarel, do PT-RJ e coletivo, em nossa corrente.

O pressuposto para tal ingresso foi o claro entendimento de nossa política geral: queremos nos manter à esquerda no âmbito partidário, mas sempre buscando diálogos transversais, para além da estratificação de tendências, visando garantir o trânsito de políticas essências para a disputa de hegemonia na sociedade.

A questão fundiária, no campo e na cidade; a democratização dos meios de comunicação; a implementação de políticas afirmativas para os setores mais vulneráveis na sociedade (negros e negras, índios, mulheres, população LGBT, pessoas deficientes etc); a limitação da usura financeira, dentre tantos outros temas podem e devem ser tratados de forma mais ampla e qualificada no Partido.

Nesse sentido, a tradução dessa política geral, para as particularidades do estado do Rio de Janeiro, ganha um reforço fundamental. E que repercutirá nos trabalho nacional da EPS.

Seja bem vindo companheiro André Inácio dos Santos (Taffarel), de militância operária e estudantil, com fortes vínculos com o trabalho de base da igreja Católica, experiência consolidada no parlamento e liderança partidária inconteste e todo coletivo."

29 de Abril de 2013.

A Comissão Executiva da Coordenação Nacional da Esquerda Popular e Socialista do PT.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nota de Repúdio da PJMP de Recife - Leandro Vive

Nota de Repúdio da PJMP de Recife - Leandro Vive

É com profundo sentimento de revolta que a PJMP de Olinda e Recife repudia o assassinato do companheiro Leandro José da Silva, militante da PJMP de Ibimirim (sertão pernambucano). Fato ocorrido no dia 30 de maio no centro do município onde morava.
Desde 2009 as Pastorais de Juventude do Brasil, estão promovendo uma Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens, com o objetivo de construir uma cultura de paz e denunciar os as estruturas que geram violência e morte. Essa semana contudo, entre dezenas de jovens assassinados em todo o Brasil, o companheiro Leandro da diocese de Floresta, foi friamente executado enquanto trabalhava.
O choque da noticia ainda nos faz calar, não saber o que dizer, mas não podemos deixar que esse caso seja esquecido e se torne mais um para aumentar as estatísticas. Queremos que os verdadeiros culpados respondam por esse crime.

Sem palavras,

Neyl Santos
Secretário da PJMP de Olinda e Recife
Secretário do SJ de Olinda e Recife

A SINA DE ACREDITAR

Mais um se vai.

Ninguém sabe explicar.

Somente deitá-lo nos braços da mãe terra,

Depois que coberto de flores e lagrimas

O corpo foi travado de balas.

Todos nós sabemos de uma coisa:

A origem de tudo está

Neste terrível sistema econômico

Quebrador de pessoas, grupos e pessoas, ecossistemas e biomas!

Aliás, quebrador de escolas,

De hospitais, de estradas, rios e mares

E as inocentes flores das beiras dos caminhos

Testemunhas da crueldade!

Outros dizem é o pecado, a ganancia,

A concentração de riquezas nas mãos

Uns que não conseguimos identificar

Outros que o medo impede de enfrentar!

Quantas reuniões, palestras,

Folhetos, camisetas, celebrações

Serão ainda necessárias para ouvirem a nossa voz?

Seja lá onde for?

De outra coisa não podemos arredar o pé:

Fortalecer a mística com uma espiritualidade libertadora

E aquele sentimento de derrotados,

Que na verdade nos derrota

Assuma o papel de hegemonia dentro de nós!

Enquanto, não vencermos a dor,

Seja ela de lucros acumulados exibidos

Nas primeiras páginas das desgraças chamadas maiores empresas,

E em maiores letras o sangue das fumaças

Segue conosco a sina de acreditar que somos capazes de pelo menos gritar!

Parnamirim, 03 de junho de 2011.


Padre Murilo

Para Leandro que acreditou na Pastoral da Juventude do Meio Popular como um instrumento capaz de gritar contra as atrocidades do campo e da cidade, das ruas e das chancelarias. Ainda mais, como lugar de construir outras praças onde a vida, a alegria e a paz pudessem ser experimentadas. Mesmo assim, foi assassinado no dia 30 de maio de 2011.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Prévias do PT-RJ

sexta-feira, 5 de março de 2010

NÃO A TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAIBA DO SUL.


O governador de São Paulo José Serra, está fazendo estudos para fazer uma transposição das águas do Rio Paraíba do Sul com a intenção de abastecer a macrometrópole de São Paulo (São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba). O Plano Diretor de Aproveitamento dos Recursos Hídrico para a Macrometrópole Paulista, como é chamado, foi contratado em novembro de 2008,com prazo de conclusão para este mês num valor de 2, 9 milhões.

A partir desta informação, mobilizações foram iniciadas tanto no Vale do Paraíba Paulista como no Sul Fluminense. A Diocese de Barra do Piraí e Volta Redonda criou uma Comissão ambiental e o Bispo Diocesano D. João Maria Messi está a frente deste movimento.

Na Alerj, desde meu primeiro mandato tenho pautado a importância da Bacia do Rio Paraíba do Sul para todo estado, já que a capital e região metropolitana são abastecidas graças a transposição existente em Barra do Piraí desde 1952, que leva água do Paraíba para o Rio Guandu. Ainda mais neste momento tenho ressaltado a importância da população do estado se mobilizar para que o intento do Serra não se confirme, pois uma outra transposição será extremamente prejudicial ao desenvolvimento e a vida de nosso estado e a escassez e a baixa qualidade da água podem acontecer.

Voltaremos a este assunto, com mais dados a respeito.

VAMOS ENGROSSAR AS MOBILIZAÇÕES NÃO PODEMOS PERMITIR QUE A TRENSPOSIÇÃO PARA SÃO PAULO ACONTEÇA.

ACESSE A PÁGINA www.ovalenaoabremao.org.br

Fragmento retirado do blog Mais Inês Pandeló

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Lula rejeita pressão dos EUA sobre visita ao Irã: "Só presto contas ao povo brasileiro"


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira, que não tem de prestar contas sobre sua visita ao Irã, prevista para maio, "a não ser ao povo brasileiro".

"Não vejo nenhum problema em eu visitar o Irã e não terei de prestar contas a ninguém, a não ser ao povo brasileiro", disse o presidente, durante visita a El Salvador.

O presidente havia sido questionado sobre o encontro que terá, na próxima semana em Brasília, com a secretária de Estado americano, Hillary Clinton - e se essa reunião poderia resultar numa mudança de postura do governo brasileiro em relação ao Irã.

Segundo o presidente, a relação com os Estados Unidos é "soberana".

"A relação americana é uma relação soberana. Eles visitam quem querem e eu visito quem eu quero dentro do respeito soberano de cada país", acrescentou Lula.

Acordo

O presidente Lula disse, no entanto, que "não concordará" com o governo iraniano, caso este decida ampliar seu programa nuclear para um enriquecimento de urânio acima de 20%.

"O Irã estará rompendo com o tratado que é feito por todos nós, nas Nações Unidas. E eu não poderia concordar", disse Lula.

Há duas semanas o governo iraniano deu início a um processo de enriquecimento de urânio a 20%, ponto a partir do qual a criação de uma arma nuclear torna-se mais próxima.

Desde então, diversos países, entre eles Estados Unidos e França, vêm defendendo uma nova rodada de sanções econômicas a Teerã.

O governo brasileiro tem declarado ser contrário à idéia, com o argumento de que a medida dificultaria o diálogo com o Irã, resultando em um maior isolamento do país. O tema deverá se discutido durante a visita de Hillary ao Brasil.

Experiência brasileira

Considerado um discípulo de Lula em função da proximidade entre os dois governantes, Mauricio Funes ouviu de Lula uma série de sugestões sobre como replicar em El Salvador a "experiência brasileira".

Lula disse que seu governo "assumiu o compromisso" de que, para construir casas populares, "tem de ter subsídio, sim" e anunciou a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida para 1 milhão de novas casas.

Segundo o presidente, o anúncio oficial será feito no final de março, durante o lançamento da 2ª versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Ao lado de Lula, Funes se disse "preocupado" com o fato de que o presidente brasileiro não estará à frente do governo a partir de 2011.

"Estou torcendo para que a candidata do PT, Dilma Roussef, ganhe as eleições", disse o presidente salvadorenho.


Fonte: Site do PT

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cinco anos sem Irmã Dorothy Stang


O dia 12 de fevereiro será, para muitos, aniversário da impunidade. Isso porque, há exatos cinco anos, também no dia 12 de fevereiro, a missionária norte-americana Dorothy Stang, aos 73 anos de idade, foi assassinada com seis tiros, em crime bárbaro, que comoveu o País e o mundo. A morte, planejada por dois fazendeiros que tinham seus interesses ameaçados pelo trabalho da irmã, que sempre defendeu os agricultores pobres, ocorreu às 7h00 no município de Anapu, sudeste do Pará.

Os idealizadores do crime, Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida, e Regivaldo Pereira Galvão, vulgo Taradão, ainda não foram condenados definitivamente pela Justiça. A ambos interessava a morte de Dorothy porque sua luta em defesa da reforma agrária e de projetos de produção sustentável ameaçava o interesse que tinham de expandir a área de suas propriedades.

"O trabalho da Dorothy estava muito ligado às pessoas mais necessitadas, ela devotou sua vida, fez a opção pelos mais pobres, viveu com essas famílias, começou a organizar essas comunidades e as associações também. Ela muitas vezes andou de repartição em repartição defendendo os interesses desse povo", conta Dom Erwin, bispo da Prelazia do Xingu, que conviveu e trabalhou com a missionária.

Para Jane Silva, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Pará, a data da morte de Dorothy é importante por lembrar o trabalho desenvolvido pela missionária, segundo sua visão do povo e da floresta juntos. "Ela mostrou que era possível o manejo florestal e a produção com a conservação da floresta. Mostrou que a proposta era viável desde que políticas públicas para isso fossem implementadas", diz.

De acordo com Dom Erwin, que também é ameaçado de morte e, desde 2006, vive sob escolta policial, Dorothy contrariou as ambições de grandes fazendeiros e grileiros, ao conseguir a alocação de famílias pobres em Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS), novo modelo de assentamento baseado em produção agrícola familiar e atividades extrativistas de subsistência com baixo impacto ambiental. "Com esse assentamento feito pelo próprio governo, ela contrariou o interesse de grandes latifundiários que queriam aumentar seus pastos", diz.

Para o bispo, a data que lembra os cinco anos da morte da missionária é simbólica porque anuncia o trabalho realizado por ela em vida, a favor dos menos favorecidos e da conservação da Amazônia, que, segundo ele, vem sendo cada vez mais devastada.

"Poucos dias antes de morrer, ela falou bem claro que sabia que estava ameaçada, mas entendeu que o lugar dela estava ao lado dessas pessoas constantemente humilhadas. Então, ela não poderia fugir", relata Erwin.

Responsabilização dos culpados

No mesmo ano do crime que matou a missionária, Rayfran das Neves Sales confessou ser o autor do assassinato e foi condenado a 27 anos de prisão. A pena se confirmou no dia dez de dezembro do ano passado, no Fórum Criminal de Belém, após ter sido anulada a realização de novo julgamento do acusado.

Identificados como intermediário da ação e pistoleiro acompanhante de Rayfran no momento do crime, Amair Feijoli da Cunha e Clodoaldo Carlos Batista hoje cumprem pena de 18 e 17 anos de reclusão, respectivamente.

Em 2007, um dos fazendeiros que arquitetou o assassinato, Bida, recebeu pena de 30 anos de prisão. No entanto, um novo julgamento, em 2008, inocentou o fazendeiro. O Ministério Público recorreu da decisão e a Justiça paraense anulou a absolvição do fazendeiro, determinando nova prisão.

Depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus impetrado pela defesa do acusado, no último dia 04, ele finalmente se entregou à Polícia Civil do Pará, e vai aguardar preso pelo novo julgamento, previsto para 31 de março.

Já o outro mandante do crime, Taradão, jamais foi julgado. Seu recurso contra a decisão de primeiro grau que o mandou para júri ainda não teve um julgamento definitivo. Hoje, Taradão responde ao processo em liberdade. Ele chegou a ser preso em dezembro de 2008 por tentar grilar um lote da área que teria motivado o assassinato da Dorothy.

De acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal no Pará, Taradão tentou negociar o lote 55, que ocupa cerca de 3.000 hectares do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, pelo qual a freira lutava.

O pecuarista não ficou nem dois meses preso. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região aceitou pedido de habeas corpus e o soltou. Agora, há expectativa de que ele seja julgado ainda neste semestre.

O promotor do Ministério Público do Pará responsável pelo caso da missionária, Edson Cardoso, diz que as tramitações seguiram seu curso natural. "Esse é o prazo médio de um julgamento. Considerando que estamos em uma capital com muitos processos em andamento", explica.

Ele apontou como avanços o fato de já terem sido condenadas três pessoas pelo assassinato de Dorothy, e a decisão do desembargador do Estado, que autorizou a mudança do julgamento de Taradão para Belém. Antes, ele era previsto para acontecer em Pacajás e Anapu.

"O Regivaldo nunca tinha sido levado para julgamento porque nem o desafogamento tinha sido autorizado. Demorou porque a legislação diz que só se pode prever um desafogamento quando todos os recursos tiverem sido julgados", explica.

Cardoso garante não haver impunidade no caso Dorothy. "Acredito que impunidade acontece quando há ausência de julgamento. Quando a Justiça deixa de atuar, quando não há processo", justifica.

Quanto ao fato de só as pessoas pagas para praticar o crime terem sido condenadas até agora, o promotor descarta a explicação de que a Justiça penal só vale para os pobres. "Os que estão cumprindo pena estão nessa situação porque não entraram com recurso e resolveram cumprir a pena. Os outros, não".

Crimes no campo e impunidade

Apesar da comoção em torno do assassinato de Dorothy, Dom Erwin diz que esse não foi o único crime do tipo, e houve vários outros casos semelhantes ao da missionária que não foram tão divulgados. "Poucos anos antes, morreu o Ademir, pai de família que morreu pela mesma causa. De madrugada, entraram na casa dele e o mataram, na frente da mulher dele. Ele morreu pela mesma causa e o caso dele não andou como o da Dorothy. Tem vários casos que aconteceram nos últimos anos", afirma.

Jane, da CPT, conta que hoje a Defensora Pública do Pará reconhece a existência de 72 ameaçados de morte no Estado. Na semana passada, a Comissão Pastoral da Terra protocolou no Tribunal de Justiça do Estado uma lista que indica a ocorrência de 681 assassinatos por conflitos agrários, entre 1982 e 2008. Desses crimes, segundo a coordenadora, apenas 259 desencadearam ações penais e alguns, inclusive, já prescreveram.

"Isso mostra a impunidade. Com essa lista, o CNJ [Conselho Nacional de Justiça] e o TJ (PA) já baixaram uma portaria determinando um mutirão para o julgamento de crimes no campo, dentre os quais está o caso Dorothy", conta a coordenadora.

O promotor Cardoso acredita que houve avanço da Justiça em defesa das vítimas da violência no campo, principalmente com relação às lideranças. "Se você for ver as mortes de anônimos no campo (trabalhadores do campo que estão no dia-a-dia trabalhando), continuam ocorrendo, infelizmente. Agora, com relação a lideranças houve um freio", afirma.

Ele também diz que a Justiça passou a se fazer presente e de forma imediata, em conseqüência da morte de Dorothy.

Vida de luta

A irmã Dorothy nasceu em 7 de junho de 1931, na cidade de Dayton, no Estado de Ohio (Estados Unidos) e, como religiosa, foi destinada por sua congregação - as Irmãs de Notre Dame de Namur - para trabalhar no Brasil, em 1966. De início, a missionária atuou em Coroatá (MA), onde pôde acompanhar o trabalho de agricultores nas comunidades eclesiais de base.

A irmã assistiu ao movimento de muitos deles ao Pará, devido à falta de terras para plantar e à busca desses trabalhadores por fugir da submissão aos mandos e desmandos de latifundiários.

Em 1982, Dorothy procurou o bispo da Prezalia do Xingu, Dom Erwin, para falar sobre sua vontade de trabalhar com os pobres da Amazônia. "Eu já era bispo naquele tempo, e ela se apresentou como representante da congregação dela e me disse que queria trabalhar no meio dos mais pobres. Então, eu falei para ela: vá para a Transamazônica Leste, atual Anapu. E ela ficou lá até o fim de sua vida", relembra Dom Erwin.

E foi numa das áreas mais pobres e necessitadas da Amazônia, cortada pela rodovia Transamazônica, que Dorothy lutou contra o interesse de grileiros e grandes fazendeiros. Desde a década de 1980, a região da pequena cidade de Anapu, no centro do Estado, mais conhecido como Terra do Meio, juntamente com sul e o sudeste, passou a formar a área de maior pressão pelo desmatamento da floresta amazônica.

Isso gerou constantes conflitos entre grileiros, madeireiros, pequenos produtores e posseiros. Dorothy denunciou por diversas vezes a situação às autoridades brasileiras.

Em junho de 2004, a missionária participou de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a violência no campo e denunciou que o quadro de impunidade tinha agravado os conflitos fundiários no Pará. A freira disse que os grileiros não respeitavam as terras já demarcadas como assentamentos da reforma agrária. A audiência contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário daquela época, e o próprio relator da Comissão pediu a criação de uma força-tarefa entre Ministério Público e Polícia Federal para atuar no Pará.

O maior ideal de irmã Dorothy, indicado em sua luta por projetos de desenvolvimento sustentável, era o de que os trabalhadores rurais conquistassem o direito a um pedaço de terra para cultivar, respeitando o meio ambiente. "Isso gerou um ambiente muito hostil. Esses grandes, então, não queriam a irmã. Volta e meia, eu tive que defendê-la. Na própria Câmara Legislativa de Anapu, ela foi declarada pessoa non grata e houve uma "onda" de calúnias. Eu fui muitas vezes para rádio e televisão dizendo que tudo isso não correspondia à verdade", conta Dom Erwin.

Pouco tempo depois da destinação de determinada área para criação de um PDS, os grileiros se apossaram do lugar. Eles alegavam que aquelas terras já tinham dono e se valeram de ameaças de morte para afastar muitas famílias do local.

A luta de irmã Dorothy pelo direito dos pequenos agricultores alimentou a ira dos fazendeiros e grileiros. Por isso, sua vida foi interrompida com seis tiros à queima roupa quando ela se dirigia a uma reunião com agricultores no interior de Anapu. "[Os assassinos] já queriam ter feito isso na véspera ou na antevéspera, quando ela estava dormindo numa dessas casas pobres. Mas, os assassinos foram espantados pelo choro de uma criança e resolveram deixar para outro dia", informa o bispo da Prelazia do Xingu.

Comitê

Depois do assassinato, foi criado em Anapu o Comitê Dorothy. O grupo tem como objetivo construir uma cultura de paz por meio do comprometimento de homens e mulheres com a Defesa dos Direitos Humanos e da Justiça socioambiental na Amazônia, concretizando a missão de Dorothy.

O comitê é hoje formado por religiosos, religiosas, ativistas dos direitos humanos e jovens que, indignados com a impunidade diante dos crimes no campo, acreditam na possibilidade de fazer algo pelo bem comum e pelos direitos das pessoas excluídas da Amazônia. Esse é um legado de Dorothy.

Para saber mais sobre o Comitê Dorothy, clique aqui,

Homenagem

Jane informou que amanhã será realizado um ato em memória do assassinato de Dorothy em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA), em Belém, a partir das 8h00. "Queremos, com uma celebração inter-religiosa e a participação de vários movimentos sociais, chamar a atenção para o desmatamento acelerado na Amazônia e a aceleração do processo de Belo Monte [usina hidrelétrica que se pretende construir no rio Xingu (PA)]. A irmã Dorothy lutou contra isso", conta.

Outro objetivo da manifestação é mostrar a importância do trabalho desenvolvido por Dorothy, que hoje é continuado pela CPT e pelo Comitê Dorothy, rendendo resultados importantes, como a demarcação de assentamentos da reforma agrária e políticas públicas para os agricultores pobres.

Fonte: http://www.amazonia.org.br/


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Seminário JAE-RJ



Blog do Emir: Quem era terrorista? José Agripino ou Dilma?



O golpe militar de 1964, apoiado por toda a imprensa (com exceção da Última Hora, que recebeu todo o peso da repressão da ditadura), rompeu com a democracia, a destruiu em todos os rincões do Brasil, e instaurou um regime de terror – que depois se propagou por todo o cone sul do continente, seguindo seu “exemplo”.

Diante do fechamento de todo espaço possível de luta democrática, grandes contingentes de jovens passaram à clandestinidade, apelando para o direito de resistência contra as tiranias, direito e obrigação reconhecidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Enquanto nos alinhávamos do lado da luta de resistência democrática contra a ditadura, os proprietários das grandes empresas de comunicação — entre eles os Frias, os Marinhos, os Mesquitas —, os políticos que apoiavam a ditadura — agrupados na Arena, depois PFL, agora DEM, como, entre tantos outros, o senador José Agripino —, grandes empresários nacionais e estrangeiros, se situavam do lado da ditadura, do regime de terror, da tortura, dos seqüestros, dos fuzilamentos, das prisões arbitrárias, da liquidação da democracia.

Quem era terrorista? Os que lutavam contra a ditadura ou os que a apoiavam? Os que davam a vida pela democracia ou os que se enriqueciam à sombra da ditadura e da repressão? Os que apoiavam e financiavam a Oban ou aqueles que, detidos arbitrariamente, eram vitimas da tortura nas suas dependências, fuzilados, desaparecidos?

Quem era terrorista? José Agripino ou Dilma? Os militares que destruíram a democracia ou os que a defendiam? Quem usava a picanha elétrica, o pau-de-arara, contra pessoas amarradas, ou quem lutava, na clandestinidade, contra as forças repressivas? Quem era terrorista: Iara Iavelberg ou Sergio Fleury? Quem estava do lado da Iara ou quem estava do lado do Fleury? Dilma ou Agripino? Quem estava na resistência democrática ou quem, por ação ou por omissão, estava do lado da ditadura do terror?

Blog do Emir

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

LULA: O BRASIL DE COPENHAGEM PARA O MUNDO




05/10/2009 - 08:00Sim, nós podemos por Luís NassifDo


Último SegundoColuna Econômica – 04/10/2009


Estava almoçando com um amigo banqueiro quando veio a notícia de que o Rio de Janeiro havia sido escolhido cidade-sede das próximas Olimpíadas. Mandou abrir um vinho em comemoração. De manhã, um funcionário dele, em Copenhagem, mandou email informando que na cidade só se falava em Lula, uma euforia completa apenas pela presença de Lula por lá.No restaurante, as mesas comemoraram pedindo vinhos e champagnes. Nas ruas, uma população orgulhosa do feito brasileiro. No Blog, centenas de comentários de leitores orgulhosos de serem brasileiros, finalmente orgulhosos de serem brasileiros, repito.


Chego no escritório, ligo a Internet e procuro o vídeo com o discurso de Lula, defendendo a candidatura do Rio e, depois, com Lula com os olhos marejados falando de sua maior especialidade: o modo de ser brasileiro. Tecendo loas ao Brasil, ao Rio, à ginga, à alma brasileira.E me espanto de como é possível que parte da opinião pública ainda não tenha se dado conta da dimensão política global de Lula. Ele se tornou um dos governantes paradigmáticos do maior processo de transformações que a humanidade atravessa desde o pós-guerra.



***


A população pobre, que era custo, hoje se tornou o grande ativo dos emergentes China, Índia e Brasil. Lula representa não apenas a história de sucesso do operário que chegou a presidente. O polonês Lech Walesa também teve esse papel e não passou de mera curiosidade histórica. Já Lula tem desempenhado um papel civilizatório inimaginável.


Assumiu um país exaurido pela insensibilidade social, liderando um continente propenso a exageros populistas históricos, como contraposição aos exageros liberais. Globalmente, o fracasso das políticas neoliberais projetou uma sombra de xenofobia, intolerância e radicalização sobre todos os continentes.Foi nesse ambiente propício à radicalização que Lula projetou sua imagem de pacificador, de agente do processo civilizatório mundial.


Com a mesma bonomia com que trata seus adversários políticos no Brasil, ou como tratava os peões de fábrica no ABC, ajudou a criar uma alternativa democrática no continente, orientando Evo Morales, contendo os arroubos de Hugo Chávez, tornando-se a esperança do Ocidente de manter uma porta aberta com o Irã.


Quando leva Obama para uma sala para explicar, em um bate-papo, como agir no caso do Irã, o severino retirante se despe de toda liturgia do cargo, dos tremeliques da diplomacia, usa a linguagem tosca e direta com que as pessoas normais se comunicam e ajuda a desenhar a nova diplomacia mundial. E com a cara do Brasil, a afetividade do Brasil, alisando as pessoas, tratando-as com o carinho brasileiro.Na coletiva que deu após a escolha do Rio, a profissão de fé no Brasil entrará para a história.


O orgulho de ser brasileiro, o “sim, nós podemos” entra definitivamente para o repertório brasileiro do século 21, do mesmo modo que JK empurrou o país com seu otimismo e sua genuína crença no valor do brasileiro. Daqui a vinte anos, quando o país estiver definitivamente entronizado no panteão dos grandes países do mundo, será mais fácil avaliar a verdadeira dimensão de Lula, como o grande timoneiro dessa travessia.


Autor: luis nassif

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Carta da JPT a Juventude Brasileira




O mundo está mudando. A velha ordem mostra sinais de cansaço, enquanto a novidade ganha fôlego na América Latina. É um momento decisivo para inverter regras ultrapassadas, dizer que os tempos de ditadura do mercado precisam chegar ao fim e afirmar que para transformar esta época de mudanças em uma mudança de época, a hora é agora.
O Brasil está mudando. Se antes ficávamos em silêncio, hoje o mundo quer nos ouvir. Se antes qualquer vento nos derrubava, hoje enfrentamos ciclones e temos condições de sair mais fortes da tempestade: o mundo sabe disso. Por outro lado, os que teimam em enxugar o Estado e apostar no mercado não param de afundar.
Mas a partida só acaba quando termina, e ainda temos muito jogo pela frente. Os que defendem os monopólios e privatizações querem entregar as riquezas do povo brasileiro a acionistas e especuladores. São os mesmos que multiplicaram a dívida pública e baixavam a cabeça para o FMI. Está aí a aliança demo-tucana que representa os interesses da minoria elitista que quer impor seu projeto de concentrar riqueza e lucrar sempre mais.
Do lado de cá estão os de baixo, que sobreviveram ao chumbo grosso da repressão e lutam para desconcentrar a riqueza e o poder. É a aliança entre petistas, comunistas, socialistas e demais setores democráticos e populares que colocam o ser humano e o meio ambiente no centro das atenções e preferem dar as mãos aos vizinhos latinos a lamber as botas dos gigantes.
O projeto de país que definirmos hoje, enquanto somos jovens, é o divisor de águas para lançar as bases de nossas condições de amanhã. O que está em jogo é o futuro do Brasil e das nossas vidas. Não existe alternativa para o povo brasileiro sem investir nos jovens agora, afinal, só seremos o futuro se estiver garantido o nosso presente. O desenho do Brasil e do mundo que queremos ver emergir deste tempo de incertezas depende da nossa situação hoje.
Por isso, não podemos abrir mão de que a riqueza extraída da exploração do petróleo, patrimônio do povo brasileiro, seja propriedade pública investida nos jovens e nas crianças. É por esse motivo que devemos garantir aos jovens do campo a possibilidade de permanecer onde estão, sem precisar migrar para as cidades, a partir da expropriação das terras que não cumprirem com índices de produtividade mais altos, visando a reforma agrária. É com esse horizonte que devemos lutar pela a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários (citar a tramitação), criando mais empregos, combatendo a precarização da mão de obra e gerando mais tempo livre para que a juventude tenha acesso a uma formação integral, com direito à cultura e ao lazer.
O governo do Presidente Lula, representa um avanço sem igual para nós jovens. As diversas políticas públicas para a juventude como o ProUni, Reuni, Pro-jovem, a ampliação das escolas técnicas, dentre outras, são importantes iniciativas de inclusão da juventude que precisam ser cada vez mais aprofundadas.
Mas é preciso dar continuidade a isso e ir além, mudar a vida da juventude. Nós jovens devemos ter garantido o nosso direito ao trabalho. Apesar das mudanças em curso, a juventude ainda é a parcela que mais sofre com o desemprego e a precarização dos salários e condições de trabalho. Aliás, a forma como entramos no mundo do trabalho tem forte influência sobre nossa trajetória profissional. No entanto, mais que um acesso decente ao mundo do trabalho, precisamos também ter o direito de não precisar trabalhar tão cedo como ocorre atualmente e poder nos desenvolver cultural e intelectualmente.
Mas para isso é preciso que a escola passe a dialogar com as nossas diferentes realidades e dilemas. Só conseguiremos dar conta de nossos deveres se o nosso direito à educação, sempre pública, nos for garantido desde a creche até a pós-graduação, sem filtros anti-democráticos e que privilegiem minorias, como é o vestibular. Não queremos contribuir com a produção de ciência e tecnologia para ampliar os lucros de poucos, mas para auxiliar no atendimento das necessidades do ser humano e do desenvolvimento ambientalmente sustentável.
Queremos que os meios de comunicação monopolizados pela iniciativa privada e a indústria cultural que destrói nossas raízes populares percam espaço para uma produção autônoma e democrática das nossas jovens revelações que surgem de nossas periferias e pequenas cidades. Não aceitamos que empresários tratem nosso patrimônio cultural histórico como mercadoria a ser vendida e comprada, trazendo segregação no acesso à produção cultural de acordo com a renda das pessoas.
Dizemos em alto e bom som: somos as principais vítimas da repressão policial e do crime organizado. Está em curso um verdadeiro genocídio da juventude, sobretudo dos jovens negros, pobres e moradores das periferias dos grandes centros urbanos. Parece óbvio, mas é preciso dizer que não é esse o futuro que queremos. Somos muito melhores que este destino traçado para nós. Temos potencial e queremos a oportunidade de aproveitá-lo.
Quem quiser se unir a essa luta venha conosco! Não temos tempo a perder. Para construir um mundo socialista que nos permita a felicidade, a hora é agora.Juventude do Partido dos Trabalhadores
25 de setembro de 2009.
http://www.jpt.org.br/noticias/exibir.php?Id=836



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Crítica a imprensa tendencionalista

O nosso companheiro Flavio Loreiro, publicou em seu blog uma crítica a vinculação de uma materia do jornal O Dia em 24/09/2009, sendo a mesma tentanva tendencionar as pessoas a crerem que Lindberg Farias, Prefeito de Nova Iguaçu esta querendo passar por cima das decisões do nosso presidente Lula.

Segue na integra o que nosso companheiro escreveu:

Lindberg passa por cima de Lula – Fonte Site do Jornal O DIA – Dia: 24/09/09

Prefeito de Nova Iguaçu muda o discurso e agora diz que nem o pedido do presidente o faz desistir de candidatura.



Comentário do Blog

É fato que o PED no Estado do Rio de Janeiro está polarizado pelas duas posições as quais esta matéria do jornal O Dia se refere, só quem não conhece o partido, avalia que tal disjuntiva é artificial, muito embora o desfecho da disputa presidencial do PT não defina à priori a tática eleitoral que o partido irá escolher.

Nem a vitóiria do deputado Luiz Sérgio na disputa define que o partido vai apoiar a reeleição do governador Sérgio Cabral e nem a de André Taffarel, Bismark Alcântara ou Lourival Casula sinalizam que o PT irá marchar com a candidatura própria ao governo do Estado, já que no apoio tanto do primeiro quanto dos demais, existe dúvida em relação a posição que o partido deve seguir, inclusive sobre o efeito que o apoio a Cabral terá no desempenho do partido nas eleições proporcionais e na disputa ao senado.

Primeiro, que é inegável que a posição do presidente Lula e a política nacional terão peso nesta definição. Segundo, porque o sentimento da base militante do PT é em favor da candidatura própria. Posição fortalecida pela insatisfação de setores partidários que foram alijados da ocupação de espaços e cargos na máquina administrativa do estado e da sua capital, governadas pelo PMDB. Terceiro, porque qualquer cálculo político e eleitoral constata que o melhor dos mundos para candidatura da ministra Dilma à Presidência da República, é poder contar com os palanques de Lindberg, Cabral e Garotinho. Quarto, porque o governo Sérgio Cabral, em função das suas escolhas programáticas, não goza de grande popularidade, em particular junto aos movimentos sociais e ao sindicalismo fluminense,que, em sua maioria, ora é polarizado pelo PSTU e pelo PSol, ora pelo PT e pelo PCdoB. Quinto, porque o apoio do PT ao seu governo jamais assumiu a condição de aliança, PT-PMDB - muito menos sólida como apregoam alguns -, mas de pura e simples adesão.

Aliança pressupõe reciprocidade e mediações programáticas, algo que não se verifica no Estado do Rio. Declarações, como as atribuídas ao presidente Lula e de alguns dirigentes do partido no estado, em favor da aliança com Cabral, reforça a idéia de adesão, pois não dão margem de negociação para o partido, em relação a montagem de uma chapa majoritária, composta não só pelo candidato ao governo, mas também a vice e as duas vagas ao senado. O resultado é que isso fortalece ainda mais a proposta de candidatura própria, até porque hoje Cabral precisa mais do PT, do que a candidatura Dilma precisa dele, se confirmadas as candidaturas de Gabeira e Garotinho ao governo do estado.

Quando aqui se trata de declarações atribuídas, é que nesse momento deve-se lidar com extremo cuidado com o que é divulgado pela mídia, e não se pautar única e exclusivamente pelo que ela publica. As estreitas relações entre o presidente Lula e o prefeito Lindberg Farias não conferem veracidade ao tom das declarações atribuídas ao segundo, pela matéria do jornal O Dia, que desencadeou as demais declarações.

Se o petismo no Estado do Rio, inclusive os defensores do apoio à Cabral. lograsse tratar a candidatura Lindberg como um trunfo, não, como trata em geral a grande mídia, como um problema, quem ganharia com isso é o partido, a candidatura Dilma e o povo do Estado do Rio de Janeiro.

http://flavio-loureiro.blogspot.com/2009/09/jornal-o-dia-alimenta-divergencias-no.html

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Lindberg e governo do estado: O caminho esta se abrindo.

Vou postar aqui um texto de um blog que sempre acompanho, pois acho que é um dos unicos blogs nao tendenciosos que temos atualmente, e o responsavel por esse blog é Bruno Kazuhiro

o link do blog, pespectiva política a qual Bruno é o dono:

http://perspectivapolitica.com.br/2009/09/24/lula-diz-que-ve-dificuldades-em-palanque-duplo-de-dilma-no-rio/#respond

Segue na integra o que ele postou:

Recentemente, comentou este blog a respeito da participação do Prefeito petista de Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro, Lindberg Farias, no que tange a sucessão fluminense:
O Prefeito Lindberg Farias (PT), que comanda a cidade de Nova Iguaçu, situada na região metropolitana do Rio de Janeiro, quer ser candidato a Governador do estado. O Perspectiva já comentou esta questão algumas vezes inclusive.
Pois bem. Por ser o atual Governador fluminense o peemedebista Sérgio Cabral e por querer o PT nacional o apoio do PMDB para Dilma Rousseff, a Direção Nacional do PT cogita enquadrar Lindberg e impedir que ele saia candidato, em benefício de Cabral.
[...]
Pois bem. Em viagem a Brasília o Prefeito Lindberg disse: “Nem com um pedido do presidente Lula retiro a candidatura”.
[...]
A realidade é que Lindberg nunca demonstraria esta desenvoltura sem ter pelo menos um apoio tácito do Presidente Lula. A informação que corre é a de que Lula quer esperar algum tempo e verificar quão ruim é a situação de Cabral no Rio de Janeiro. Enquanto isso, vai permitindo que Lindberg busque se fortalecer.
[...]
Se Cabral vier a demonstrar um favoritismo que não tem mostrado, Lindberg deve ser podado. Isso quer dizer que enquanto Lindberg se comportar como pré-candidato, Lula tem dúvidas a respeito do desempenho futuro de Cabral.
Pois bem. Confiram o que informa o jornal carioca O Dia:
“O Dia conversou com o presidente Lula segunda-feira, no jantar em que ele recebeu o Prêmio ao Serviço Público, concedido pelo instituto de pesquisas americano Woodrow Wilson Center, em Nova Iorque.
[...]
E a sucessão estadual no Rio em 2010? Vão rolar dois palanques?
‘Acho que vai ser impossível subir em palanque duplo no Rio. Até porque não dá para subir com o (governador Sérgio) Cabral e o (prefeito de Nova Iguaçu) Lindberg (Farias), que não vai dar certo, vai ter vaia. Teremos que compor e achar uma saída. [...]‘, responde.
Lula prevê um cenário difícil na disputa fluminense: ‘Não podemos desprezar as forças conservadoras. Você não sabe, por exemplo, qual será o grupo do Cesar Maia, não sabe como o Gabeira vai se comportar. Também tem o Garotinho. Por isso temos que priorizar um representante do povo do Rio e achar uma saída’”.
Dizem que, percebendo que sua desconfiança com relação a Cabral estava ficando muito visível, Lula resolveu desautorizar ligeiramente Lindberg Farias. Quem sabe assim o Presidente poderia maquiar seus verdadeiros pensamentos e não auxiliar um enfraquecimento ainda maior do atual Governador fluminense.
Porém, como já afirmou o Perspectiva, enquanto Lindberg continuar puxando a corda, estará provado que, nos bastidores, Lula não o coage a se retirar da corrida.
Pois confiram o que respondeu Lindberg a respeito das declarações de Lula reproduzidas acima:
“Se ele pedir para conversar, vou dizer a ele que não dá para abrir mão da candidatura”.
Percebe-se que Lula não pressionou de verdade, apenas tentou amainar o entendimento de que estaria desconfiando do potencial de Cabral. Se o tivesse feito, Lindberg nunca teria declarado o que declarou.
Talvez algum assessor tenha informado a Lula que corre a informação de que ele deixa Lindberg solto por querer ter alternativas a um Cabral não tão forte como seria de se esperar com relação a um Governador tentando a reeleição.

terça-feira, 8 de setembro de 2009



QUEM É IRINY LOPES


Iriny Lopes nasceu no dia 12 de fevereiro de 1956, em Lima Duarte, Minas Gerais. Casou-se com Flávio Lopes, com quem teve três filhos: Flávia, Nicolas e Carolina, que é casada e mãe de Cristal. Ainda jovem Iriny mudou para o Espírito Santo com sua família, onde construiu uma história de vida fundamentada na luta pelos direitos humanos.


O compromisso com a defesa dos direitos políticos fez dela militante no processo de abertura democrática. Lutou pela anistia dos presos políticos e por eleições diretas. Iriny é uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores do Espírito Santo. Fez parte, desde 1984, da direção estadual, já tendo sido presidente por três mandatos e ocupando as secretarias de Formação Política, de Movimentos Populares, entre outras. Também integra, há muitos anos, o diretório nacional, tendo composto a executiva nacional por quatro vezes. Iriny Lopes também faz parte da história de fundação de várias organizações sociais. Sempre defendeu o direito à liberdade de opinião e expressão e de reunião e associação pacíficas.


Comprometida com os direitos sociais, econômicos e culturais, ela tem atuado em diversas frentes. Foi integrante da direção da ASCAM, entidade defensora do direito à moradia digna. Sempre atuou na defesa do direito ao trabalho e a proteção contra o desemprego, apoiando a organização dos sindicatos e o direito do cidadão de participar de entidades que defendem a proteção de seus interesses. Iriny esteve junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra desde sua primeira reunião e apóia todas as ações pela reforma agrária.


Ela também tem contribuído na luta das mulheres, das crianças e adolescentes, idosos, quilombolas, índios, negros e outras minorias étnicas, dos portadores de necessidades especiais e na luta por um Brasil sem homofobia.


Iriny tem compromisso com o direito do cidadão à vida cultural da comunidade e da participação do processo científico e de seus benefícios, contribuindo com diversas iniciativas dos intelectuais, artistas e promotores culturais.


A defesa dos direitos civis, em especial a proteção à pessoa, marcou a vida de Iriny Lopes de maneira especial nos últimos anos. O combate à violência e à impunidade levou-a, com outros aguerridos companheiros, a criar o Fórum Reage/ES, em defesa da vida, no combate à corrupção e ao enfrentamento das organizações criminosas que atuam no Espírito Santo. Essa luta a colocou em situação de risco de morte, motivo da proteção da Polícia Federal durante cinco anos (a partir de 1999), amparada até em determinação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA.


Decorrente do seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, ela foi eleita com expressiva votação deputada federal, em 2002 e reeleita em 2006. Como parlamentar, integra a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara desde o início de seu primeiro mandato. Participou ainda da Comissão de Meio Ambiente, do Conselho de Ética da Câmara e da Comissão Mista que apurou evasão de divisas (a CPMI do Banestado).



Integrou também no primeiro mandato o Conselho de Ética da Câmara e relatou o processo de que culminou com a cassação do mandato do deputado André Luiz, por tentativa de extorsão a um empresário carioca. Iriny também relatou a Lei Maria da Penha na Comissão de Constituição e Justiça e foi autora do projeto (já transformado na conhecida Lei do Laço Branco), que estabelece 6 de dezembro em dia nacional de luta dos homens pelo fim da violência contra a mulher. Também tendo por base projeto de lei da parlamentar de 2004, deverá ser aprovada e sancionada, até o final de 2009, a lei que instituí o Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos.


No dia 2 de março de 2005, Iriny foi indicada para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, tornando-se, assim, a primeira mulher a ocupar a presidência da comissão desde a sua criação. Em maio deste ano assumiu a relatoria da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, requerendo, no texto final da comissão, o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.



Neste segundo mandato realizou diversos debates na área de direitos humanos e desenvolvimento. Titular na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, tem priorizado o debate sobre o pré-sal e tecnologia portuária. Também nessa comissão e na CDHM tem debatido a construção da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), tendo sido a primeira parlamentar a apresentar requerimento, em 2006, sugerindo sua realização.



Iriny tem marcado sua trajetória parlamentar com duas linhas de ação que no seu entender são complementares: o desenvolvimento econômico e a defesa dos direitos humanos, sociais, culturais e ambientais (Dhesca). Sua perspectiva de desenvolvimento está pautada criação de emprego e renda, na redução das desigualdades sociais e no respeito ao meio ambiente e às comunidades tradicionais.