terça-feira, 26 de abril de 2011

RONALDO CASTRO - SEMPRE NA LUTA POR CIDADANIA.



Perfil é História do Ronaldo Castro - Sempre na Luta por Cidadania.

Ronaldo Castro Monteiro Cerqueira é historiador e com especialização em Juventude. Desde cedo
mostrou disposição e garra para lutar por uma sociedade justa e igualitária
para todos (as). Seja na igreja na Pastoral da Juventude em sua Paróquia São
Sebastião de Austin - Nova Iguaçu, no grupo jovem JUSSA, na coordenação regional e na
coordenação diocesana da Pastoral da Juventude na diocese de Nova Iguaçu e no Partido dos Trabalhadores,
sua
atuação de fibra e disposição nos movimentos populares sempre foi vista
como referência de compromisso, combatividade e ética em sua vida
principalmente na

política, na pastoral, no movimento popular e social.

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Atenciosamente: Patrícia Freitas

domingo, 17 de abril de 2011

Lideranças do PT em Mesquita como o vereador TAFFAREL antecipam metas para cidade.


Lideranças do PT em Mesquita como o vereador TAFFAREL
antecipam metas para cidade.

Raphael Bittencourt
Fotos: Glória Nunes


Semear no presente para colher no futuro. É assim que três das mais importantes figuras políticas do PT de Mesquita tem trabalhado no auxílio ao prefeito Artur Messias, que deixará o cargo ao fim de 2012. São eles o presidente da Câmara dos Vereadores, André Taffarel, a secretária do Meio Ambiente, Cátia Perobelli, e o secretário de governo, Manoel Roque do PT.
Aos 34 anos, Taffarel é um dos mais jovens e influentes políticos petistas de Mesquita. Apesar da pouca idade, o presidente da Câmara já possui vasto currículo no meio político. Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde os 14 anos, ele é um dos responsáveis pela legalização do transporte alternativo no município e foi quem apresentou o maior número de propostas de lei em seu mandato como vereador entre 2004 e 2008.
Filho da dona Josefa Maria e pai de duas meninas e um menino, Tafarrel acredita no potencial da família na resolução de problemas e aposta na juventude e na religiosidade. Ele fala da importância de trabalhar com os jovens para que eles não sucumbam à marginalidade e vê a necessidade da criação de uma secretaria para assuntos religiosos. Mas sua maior bandeira é a saúde da população mesquitense.
“Trabalhar a questão da saúde é fundamental. A prioridade do Artur Messias foi a construção de escolas. Ele as construiu e o próximo governo vai qualificá-las. Na saúde é a mesma situação. Quero que Mesquita se torne referência na área da saúde para crianças e adolescentes”, afirmou André Taffarel.

Fonte: http://www.jornalhoje.inf.br/bxd8.htm

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Petista presidirá Subcomissão Permanente da Mulher no Senado

No dia da instalação da Subcomissão Permanente da Mulher, vinculada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), presidida pela senadora Ângela Portela (PT-RR), senadoras, deputadas e ministras defenderam a implantação de medidas que reduzam a discriminação e a violência contra as mulheres.

A bancada feminina do Senado se reuniu nesta manhã de terça-feira (12) com o presidente da Casa e com as Ministras: de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes; dos Direitos Humanos, Maria do Rosário; e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Barros, além da representante do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia.

A senadora Ângela Portela (PT/RO) ficou com a presidência da subcomissão e reconheceu a importância da mulher. “Esse é um espaço para que a gente não discuta os direitos da mulher apenas no mês de março, mas dar continuidade a essa discussão. Pra que a gente possa avançar na resolução desses problemas e ajudar a sociedade brasileira a reconhecer a importância da mulher”.

Para a senadora a subcomissão vai abrir espaço para discussões sobre temas de interesse das mulheres, além de apoiar a implementação dos programas voltados para as mulheres, entre eles o Rede Cegonha e a campanha de prevenção e combate ao câncer de mama e do colo do útero.

Uma das propostas que deverá ser discutidas no início dos trabalhos é a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, para apurar os diversos aspectos e causas da violência doméstica no País. A proposta foi apresentada pela ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que pediu ainda a aprovação da Lei da Igualdade no Trabalho, enviado à Câmara dos Deputados.

De acordo com Ângela Portela, o objetivo da subcomissão é discutir uma série de assuntos ligados à mulher, como o combate à violência doméstica, tráfico internacional de mulheres, licença maternidade de seis meses e saúde. "É um espaço para debater os direitos da mulher e assuntos que melhorem a qualidade de vida dela", explicou.

Legislação

Para Ângela Portela, a criação de políticas públicas voltadas para as mulheres podem garantir a igualdade de direitos com os homens. "Em diversos momentos somos maioria: nas filas do desemprego, na lista dos salários menores, nas estatísticas de violência. Em outros, como nos altos cargos empresariais, somos minoria. Mas também somos maioria nas universidades e nos concursos públicos, principalmente naqueles do Poder Judiciário, mostrando que lá a igualdade é maior", afirmou Ângela Portela. A senadora criticou o Poder Legislativo e a política partidária brasileira, onde a participação da mulher ainda é pequena.

O ministra Iriny Lopes considera que o avanço na elaboração de políticas públicas voltadas para as mulheres depende da criação de marcos legais, que são debatidos e construídos no Congresso Nacional. "Por isso que a criação desta subcomissão é importantíssima para este novo momento", afirmou a ministra, que listou entre as prioridades de discussão, temas como desenvolvimento profissional, acesso ao mercado de trabalho e aplicação integral da lei Maria da Penha no combate à violência. "A violência intramuros reflete na juventude, na adolescência e na infância de nossas crianças. Ela precisa ser desvendada". (Bruno Costa – Portal do PT com Liderança do PT no Senado)

sábado, 9 de abril de 2011

NOTA DE PESAR - Pastoral da Juventude do Meio Popular - PJMP do Estado do Rio de Janeiro.






NOTA DE PESAR

Pastoral da Juventude do Meio Popular - PJMP do Estado do Rio de Janeiro.

A Pastoral da Juventude do Meio Popular - PJMP do Estado do Rio de Janeiro e de todo o Brasil, vem a público externar a sua profunda tristeza e pesar pelo assassinato brutal de 12 jovens, em 07/04/2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste, da capital fluminense.

Expressar tristeza e perplexidade pela tragédia que vitimou os jovens, ceifando delas a vida, em seu dom maior, que é a educação. Essa tragédia é sem precedentes em nossa história, traz à tona o necessário debate sobre a violência na juventude e o acesso e a posse de armas e munições em nosso país, um dos fatores desse massacre. A sociedade civil precisa se lançar em campanha como fazem as Pastorais de Juventude no Brasil, na Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens.

Juventude essa que sofre com falta de políticas públicas voltadas para a área da psicopedagogia e saúde, onde falta o acompanhamento social, para percebermos quando a doença sobrepõe a área educacional. Se houvesse essa ferramenta, poderíamos evitar muitas mortes.

A Pastoral da Juventude do Meio Popular manifesta-se contra a Violência e o Extermínio da Juventude. Somos contra qualquer tipo de ação que extingue a vida, que inferiorize o ser humano, que humilhe, exclua e cause sofrimento. Somos a favor da VIDA, da transformação social, do Respeito mútuo, da Liberdade, da Justiça, da Igualdade e do Amor.

A PJMP associa-se à dor de toda a população fluminense nesse momento e presta suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos.

VAMOS JUNT@S LUTAR CONTRA A VIOLÊNCIA

E O EXTERMÍNIO DE CRIANÇA E JOVENS!!!

PASTORAL DA JUVENTUDE DO MEIO POPULAR



sábado, 2 de abril de 2011

Digam sim ao funcionamento e a manutenção do Instituto Benjamin Constant, pelos seus mais de 100 anos de história.


Nessa última semana de março de 2011 e início de abril do mesmo ano foi muito comentado e noticiado pela imprensa o possível fechamento do Instituto Benjamin Constant (IBC) que é uma tradicional instituição de ensino e educação para deficientes visuais localizada no bairro da Urca, no estado do Rio de Janeiro.

Considerado como o pioneiro concreto (IBC), no país para garantir ao deficiente visual o direito à cidadania plena, o Instituto foi pouco-a-pouco derrubando preconceitos e fez ver que a educação e a profissionalização das pessoas portadoras desta deficiência não era utopia e sim uma realidade possível e palpável na vida das pessoas.

Hoje vivenciamos uma tentativa de acabar ou fechar definitivamente com esta instituição secular, não podemos nos calar e omitir diante dessa covardia que se pode cometer pelo Ministério da Educação de nosso país comandado pelo Srº Ministro Fernando Haddad, no qual o instituto é vinculado ao MEC, vamos para ruas denunciar esta atrocidade que pode ser cometida a qualquer momento!

Nessa semana teve uma audiência pública na ALERJ – Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, contra esse ato descabido e sem noção do MEC de fechar as portas deste Instituto tão importante e referência a mais de 100 anos a população do estado do Rio de Janeiro e do nosso país.

Vamos nos articular, mobilizar e manifestar nossa revolta e indiguinação e ir para as ruas gritar e não permitir que possam acabar fechando o Instituto Benjamin Constant (IBC).

No momento, o Instituto Benjamin Constant tem os seus objetivos traçados e focados, transformado num centro de referência e excelência, a nível nacional, para questões relativas à deficiência visual. Além da escola, capacita profissionais da área da deficiência visual, assessora escolas e instituições em gerais e oferece reabilitação física.

Por este motivo vamos dizer o não fechamento do Instituto Benjamin Constant, vamos dizer ao Ministério da Educação que somos contra qualquer atitude que prejudique a população e a favor dos que precisam e necessitam deste renomado centro de referência aos portadores de deficiência visual que é o Instituto Benjamin Constant!!!

Digam sim ao funcionamento e a manutenção do Instituto Benjamin Constant, pelos seus mais de 100 anos de história.

Ronaldo Castro

quarta-feira, 30 de março de 2011

Padre José Comblin (Teologo da Libertação) morre na Bahia


Comblin: Bastão de Deus que fustiga os acomodados

Teólogo Pe. José Comblin,
falecido em 27/03/2011
Faleceu neste domingo, 27 de março de 2011, o padre e teólogo José Comblin, no Estado da Bahia, aos 88 anos de idade. Leia artigo sobre Comblin.

* José Lisboa Moreira de Oliveira, disponível em Adital

Estou acompanhando o que se anda dizendo nos últimos dias sobre o nosso irmão teólogo José Comblin. Houve quem tentou até se compadecer dele dizendo que já passou dos oitenta e chegou a insinuar que ele está meio "gagá”. E por está gagá, coitadinho, passou a dizer umas coisas fora de lugar, fazendo umas afirmações pessimistas, vendo o horizonte escuro, tendo uns ataques de "alucinação”, enxergando coisas que não existem, falando mal da hierarquia da Igreja e assim por diante.

Todas essas coisas me fizeram imediatamente pensar nos profetas de todos os tempos. Também eles, quando começaram a falar sem meios-termos, a "dar nomes aos bois”, a colocar o dedo em certas feridas, foram logo acusados de serem visionários, lunáticos, inimigos da religião e do rei. Amós, por exemplo, foi acusado por Amasias, sacerdote de Betel e "capanga” de Jeroboão, de ser um visionário. Por essa razão foi impedido de profetizar no santuário do rei (Am 7,10-17). Jeremias foi surrado e preso (Jr 20,1-6). Antes deles, Elias teve que se refugiar no deserto para não ser assassinado por Jezabel (1Rs 19,1-8). Geralmente todos os profetas são perseguidos e ridicularizados por que falam a verdade e não camuflam a realidade. Creio que o paradigma de todos os profetas é Miquéias, odiado porque nunca profetizava coisas boas, mas só desgraças (1Rs 22,8). Ou seja, não era bajulador e conivente com os poderosos, mas falava apenas o que Javé mandava falar (1Rs 22,14). Era fiel somente a Deus.

Também Jesus, o profeta por excelência, não escapou da fúria dos poderosos. Falou o que pensava, do que estava convencido, atacando tanto o sistema religioso como o poder político. Por essa razão chegaram a pensar que ele estava louco (Mc 3,21). Terminou os seus dias crucificado como um malfeitor. Tinha feito tremer a ordem estabelecida e ameaçado a posição dos privilegiados, desmascarando suas hipocrisias e suas falsidades (Mt 23,1-36).

Não. Comblin não está gagá, não está louco, não está tomado de pessimismo e nem tão pouco de derrotismo. Comblin é um dos poucos profetas que ainda temos na Igreja dos nossos dias. Infelizmente em tempos de exílio eclesial, como o que estamos vivendo atualmente, é rara a figura do profeta. "Nesse nosso tempo, não há chefe, profeta ou dirigente” (Dn 3,38). Quando a corrupção atravessa os limiares da religião, e permanece entranhada dentro dela, são poucas as pessoas dotadas de clareza e de lucidez (1Sm 3,1). Todos querem fazer carreira e preferem silenciar, mesmo sabendo interiormente que o que acontece não condiz com o projeto de Deus. Como verdadeiro profeta, Comblin não se deixa enganar e não se ilude com o que vê. Enxerga longe, além das aparências e dá o seu prognóstico, mesmo que tal prognóstico, como no caso de Miquéias, apareça cruel, sem piedade e sem esperança. Mas é assim mesmo e assim deve ser, pois se trata de profeta e de profecia.

O profeta é o bastão de Deus que fustiga os acomodados. E onde há profetas verdadeiros e autênticas profecias há incômodo e mal-estar para muita gente. Dom Tonino Bello, bispo de uma minúscula diocese do sul da Itália, falecido ainda jovem, vítima de um câncer, gostava de afirmar que o autêntico cristão deve consolar os aflitos e afligir os consolados e acomodados. De fato, ele incomodou bastante seus colegas bispos italianos. Sua simplicidade e pobreza, sua determinação em defender os pobres, especialmente os imigrantes africanos, o colocou em rota de colisão com as eminências e excelências. Teve inclusive que dar explicações à cúpula da Igreja acerca da sua atitude audaciosa de acolher no palácio episcopal alguns imigrantes africanos. Mandaram-lhe como visitador um bispo de uma diocese da Sicília, o qual, logo depois de sua visita a Dom Tonino, ficou conhecido no país por suas ligações com a máfia, sendo inclusive processado pela justiça italiana. Não foi preso porque a diplomacia vaticana entrou em ação e não permitiu que isso acontecesse.


Comblin é um autêntico teólogo e como tal não se contenta em ficar repetindo o que os outros já disseram. Não é teólogo-papagaio e nem faz teologia de coorte, apenas repetindo frases do Catecismo ou de documentos da Igreja para agradar a cúpula eclesiástica, receber elogios ou até compensações, como, por exemplo, uma roupa roxa ou avermelhada. Comblin faz teologia de verdade, ousando dizer o que ninguém diz, propondo alternativas para o que aí está, apontando caminhos que podem ser trilhados. Como teólogo-profeta mostra que certos modelos atuais de Igreja estão carcomidos pelo tempo e por vícios seculares e não dizem mais nada para a humanidade que sonha com outro mundo possível e com uma comunidade eclesial que, de fato, seja sinal desse novo mundo.

Com sua ousadia e determinação profética, Comblin não tem medo de afirmar que a Igreja precisa perscrutar os "sinais dos tempos”. Não pode viver acomodada, acreditando que o atual modelo eclesiástico é o melhor de todos os tempos. Creio que Comblin está sendo ridicularizado porque do alto de sua sabedoria anciã tem a coragem de falar palavras proféticas como essas: "A experiência mostra que a hierarquia errou muitas vezes na condução da Igreja em circunstâncias determinadas. O Espírito mostra o caminho por outros meios. A hierarquia deve estar atenta aos sinais dos tempos que alguns cristãos têm o dom de entender. Deve escutar se não quer errar e provocar desastres” (A profecia na Igreja, São Paulo: Paulus, 2008, p. 11). Alguns membros da hierarquia não suportam tanta sinceridade e honestidade. Estendendo o dogma da infalibilidade papal para todos os casos e para todos os hierarcas, sem exceção, não admitem que alguém diga que alguns deles, em algum momento, erraram e continuarão a errar se não souberem escutar. Atribuem a si mesmos uma prerrogativa divina, ocupando na Igreja e na terra um lugar que pertence exclusivamente a Deus.

Não temos como negar. É visível a mudança de rota na Igreja Católica Romana a partir do final da década de 1970. Aos poucos as propostas e intuições do Concílio Vaticano II são postas de lado ou reinterpretadas a partir de uma eclesiologia jurídica, segundo a qual o direito canônico está acima do Evangelho. Enquanto se perde tempo com a discussão de temas banais, questões sérias não são enfrentadas. Basta lembrar, por exemplo, o caso da centralidade da celebração eucarística. Institui-se um ano eucarístico, afirma-se que a Eucaristia é o centro e o cume da vida cristã, e, no entanto, não se resolve o problema gravíssimo das milhares e milhares de comunidades católicas que ficam meses e até anos sem a celebração eucarística dominical.

Qualquer pessoa honesta, que conheça bem a situação da Igreja no momento atual, não poderá negar que ela está sendo dominada por grupos e movimentos ultraconservadores. Tais grupos e movimentos estão trazendo de volta a Igreja da Contra-Reforma, fechando cada vez mais os espaços de participação do povo de Deus, impondo uma moral rigorista e "tirando do baú” costumes e tradições arcaicas, "mofadas” e ridículas. Os pobres são cada vez mais esquecidos e é notória a adesão desse modelo de Igreja a sistemas políticos de direita. Com isso a Igreja Católica Romana vai se distanciando da realidade do povo e se tornando cada vez mais um sinal opaco e sem sentido do Reino de Deus. Por essa razão é cada vez mais visível o afastamento das comunidades eclesiais de pessoas com um pouco de bom senso e com consciência crítica. A Igreja Católica vai se transformando, no dizer de Cappelli, numa comunidade "infantil, feminil e senil”. Uma Igreja só de crianças e de mulheres idosas. Alguns até se empolgam porque, de vez em quando, aparecem jovens distraídos em alguns espaços religiosos. Mas não deveriam se iludir. A participação de jovens nas comunidades católicas não ultrapassa a percentagem de 1% do total de jovens da nossa sociedade.

Dizia pouco antes, citando o profeta Daniel, que na atualidade não temos mais nem chefe e nem profeta. De fato, as lideranças cristãs transformaram o serviço de coordenação e de presidência das comunidades em puro carreirismo. Por isso adotam uma atitude de subserviência, não se importando com os reais problemas de suas comunidades. Os próprios bispos não mais cultivam a solicitude por todas as Igrejas, elemento fundamental do ministério episcopal e do colégio episcopal. Assim sendo, não falam com as instâncias vaticanas com a autoridade de bispos das Igrejas locais e da Igreja Católica, de igual para igual. Agem com timidez e medo, deixando de oferecer à direção da Igreja em Roma seus pareceres sobre questões e problemas eclesiais inadiáveis. Sem falar em todo o problema da onipotência da burocracia eclesiástica que, como nota o próprio Comblin, não se move e não faz nada para uma maior descentralização (cf. Quais os desafios dos temas teológicos atuais? São Paulo: Paulus, 2005, pp. 60-64).

Por que, então, tanto escândalo e tanto alvoroço com aquilo que Comblin falou ultimamente? Será que perdemos a capacidade de enxergar? Por que insistimos num comportamento de avestruz, recusando-nos a ver o que é tão visível? Por que duvidar da possibilidade de "politicagem e de conchavos” dentro da Igreja Católica? Por acaso não conhecemos a sua história para saber que ela sempre esteve cheia desses casos? Será que esquecemos que os escritores dos primeiros séculos do cristianismo a chamavam de "casta meretrix”, de "casta prostituta”? Será que chegamos a um nível tal de arrogância a ponto de achar que o atual sistema eclesiástico é tão perfeito a ponto de não mais precisar de reformas e nem de profetas para pregar a conversão da Igreja?

Comblin é um profeta que possui sensibilidade para perceber o que está acontecendo. E por isso fala sem medo e sem falsas contenções. Ele, enquanto ancião, é um verdadeiro modelo para as novas gerações de cristãos e de cristãs. Como o velho Eleazar (2Mc 6,18-31) prefere a morte, a perseguição e a calúnia do que trair suas próprias convicções. Não aceita fingir para escapar dos olhares mortíferos dos acomodados e incomodados. Recusa-se a ser tratado com benevolência e a trocar sua fidelidade por vantagens. Assim, "coerente com a sua idade e com o respeito da velhice, coerente com a dignidade dos seus cabelos brancos” (2Mc 6,23), prefere continuar firme em sua profecia. Como Eleazar, ele tem consciência de que o fingimento, em troca de certas vantagens e do "bom nome”, escandalizaria os mais jovens. Assim é para todos nós um exemplo honrado de fidelidade. Uma fidelidade diferente, é claro. Ele não pretende amar a Igreja mais do que os outros, como insinuou alguém. Apenas ama-a de um modo diferente, radical e corajoso. Um modo, aliás, que não se tem visto ultimamente, inclusive entre os anciãos, e do qual tanto precisamos em nossos dias.

* José Lisboa Moreira de Oliveira é filósofo, doutor em teologia, ex-assessor do Setor Vocações e Ministérios/CNBB, ex-presidente do Instituto de Pastoral Vocacional, gestor e professor do Centro de Reflexão sobre Ética e Antropologia da Religião (CREAR) da Universidade Católica de Brasília.

quinta-feira, 24 de março de 2011

D. Oscar Romero, Bispo e Mártir - 31 anos de seu martírio!!!




24 de março de 1980 é a data da martírio de D. Oscar Romero, arcebispo de San Salvador na América Central.

Martirizado no altar enquanto celebrava a missa, por sua opção e defesa dos pobres declarou:

Se me matarem ressuscitarei na luta do povo salvadorenho.

D. Romero é memória preciosa na caminhada da Igreja Latino Americana comprometida com os empobrecidos e excluídos.

D. Romero declarou: Nos perseguem por nossa opção pelos pobres!

A vida de D.Romero é o exemplo mais forte de compromisso pastoral e da coragem de DAR A VIDA pelo seu rebanho e de levar até as últimas consequências as escolhas feitas por Amor.

A minha geração foi muito marcada pelo seu exemplo e fidelidade, D. Romero tornou-se para nós um ícone, um testemunho do seguimento de JESUS no meio dos conflitos que exigem tomada de posição em defesa da VIDA dos enfraquecidos e explorados.

Nossas comunidade jamais esquecerão suas palavras e ensinamentos.

A vida de D. Romero foi transformada pela vida de seu povo, como Bispo assumiu as dores de seu povo como suas dores, foi sinal de esperança e resistência, foi chamado “A voz dos sem voz”!

No dia da memória do seu martírio o seu nome continua a brilhar no continente Latino Americano e em toda a Igreja que insiste em reconhecer nos desvalidos o rosto do SENHOR JESUS.