terça-feira, 17 de novembro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
LULA: O BRASIL DE COPENHAGEM PARA O MUNDO

Último SegundoColuna Econômica – 04/10/2009
Estava almoçando com um amigo banqueiro quando veio a notícia de que o Rio de Janeiro havia sido escolhido cidade-sede das próximas Olimpíadas. Mandou abrir um vinho em comemoração. De manhã, um funcionário dele, em Copenhagem, mandou email informando que na cidade só se falava em Lula, uma euforia completa apenas pela presença de Lula por lá.No restaurante, as mesas comemoraram pedindo vinhos e champagnes. Nas ruas, uma população orgulhosa do feito brasileiro. No Blog, centenas de comentários de leitores orgulhosos de serem brasileiros, finalmente orgulhosos de serem brasileiros, repito.
Chego no escritório, ligo a Internet e procuro o vídeo com o discurso de Lula, defendendo a candidatura do Rio e, depois, com Lula com os olhos marejados falando de sua maior especialidade: o modo de ser brasileiro. Tecendo loas ao Brasil, ao Rio, à ginga, à alma brasileira.E me espanto de como é possível que parte da opinião pública ainda não tenha se dado conta da dimensão política global de Lula. Ele se tornou um dos governantes paradigmáticos do maior processo de transformações que a humanidade atravessa desde o pós-guerra.
***
A população pobre, que era custo, hoje se tornou o grande ativo dos emergentes China, Índia e Brasil. Lula representa não apenas a história de sucesso do operário que chegou a presidente. O polonês Lech Walesa também teve esse papel e não passou de mera curiosidade histórica. Já Lula tem desempenhado um papel civilizatório inimaginável.
Assumiu um país exaurido pela insensibilidade social, liderando um continente propenso a exageros populistas históricos, como contraposição aos exageros liberais. Globalmente, o fracasso das políticas neoliberais projetou uma sombra de xenofobia, intolerância e radicalização sobre todos os continentes.Foi nesse ambiente propício à radicalização que Lula projetou sua imagem de pacificador, de agente do processo civilizatório mundial.
Com a mesma bonomia com que trata seus adversários políticos no Brasil, ou como tratava os peões de fábrica no ABC, ajudou a criar uma alternativa democrática no continente, orientando Evo Morales, contendo os arroubos de Hugo Chávez, tornando-se a esperança do Ocidente de manter uma porta aberta com o Irã.
Quando leva Obama para uma sala para explicar, em um bate-papo, como agir no caso do Irã, o severino retirante se despe de toda liturgia do cargo, dos tremeliques da diplomacia, usa a linguagem tosca e direta com que as pessoas normais se comunicam e ajuda a desenhar a nova diplomacia mundial. E com a cara do Brasil, a afetividade do Brasil, alisando as pessoas, tratando-as com o carinho brasileiro.Na coletiva que deu após a escolha do Rio, a profissão de fé no Brasil entrará para a história.
O orgulho de ser brasileiro, o “sim, nós podemos” entra definitivamente para o repertório brasileiro do século 21, do mesmo modo que JK empurrou o país com seu otimismo e sua genuína crença no valor do brasileiro. Daqui a vinte anos, quando o país estiver definitivamente entronizado no panteão dos grandes países do mundo, será mais fácil avaliar a verdadeira dimensão de Lula, como o grande timoneiro dessa travessia.
Autor: luis nassif
Marcadores:
articulação de esquerda,
história,
luis,
lula,
mundial,
nassif,
olimpiadas,
PT,
Rio de janeiro
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Carta da JPT a Juventude Brasileira

O mundo está mudando. A velha ordem mostra sinais de cansaço, enquanto a novidade ganha fôlego na América Latina. É um momento decisivo para inverter regras ultrapassadas, dizer que os tempos de ditadura do mercado precisam chegar ao fim e afirmar que para transformar esta época de mudanças em uma mudança de época, a hora é agora.
O Brasil está mudando. Se antes ficávamos em silêncio, hoje o mundo quer nos ouvir. Se antes qualquer vento nos derrubava, hoje enfrentamos ciclones e temos condições de sair mais fortes da tempestade: o mundo sabe disso. Por outro lado, os que teimam em enxugar o Estado e apostar no mercado não param de afundar.
Mas a partida só acaba quando termina, e ainda temos muito jogo pela frente. Os que defendem os monopólios e privatizações querem entregar as riquezas do povo brasileiro a acionistas e especuladores. São os mesmos que multiplicaram a dívida pública e baixavam a cabeça para o FMI. Está aí a aliança demo-tucana que representa os interesses da minoria elitista que quer impor seu projeto de concentrar riqueza e lucrar sempre mais.
Do lado de cá estão os de baixo, que sobreviveram ao chumbo grosso da repressão e lutam para desconcentrar a riqueza e o poder. É a aliança entre petistas, comunistas, socialistas e demais setores democráticos e populares que colocam o ser humano e o meio ambiente no centro das atenções e preferem dar as mãos aos vizinhos latinos a lamber as botas dos gigantes.
O projeto de país que definirmos hoje, enquanto somos jovens, é o divisor de águas para lançar as bases de nossas condições de amanhã. O que está em jogo é o futuro do Brasil e das nossas vidas. Não existe alternativa para o povo brasileiro sem investir nos jovens agora, afinal, só seremos o futuro se estiver garantido o nosso presente. O desenho do Brasil e do mundo que queremos ver emergir deste tempo de incertezas depende da nossa situação hoje.
Por isso, não podemos abrir mão de que a riqueza extraída da exploração do petróleo, patrimônio do povo brasileiro, seja propriedade pública investida nos jovens e nas crianças. É por esse motivo que devemos garantir aos jovens do campo a possibilidade de permanecer onde estão, sem precisar migrar para as cidades, a partir da expropriação das terras que não cumprirem com índices de produtividade mais altos, visando a reforma agrária. É com esse horizonte que devemos lutar pela a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários (citar a tramitação), criando mais empregos, combatendo a precarização da mão de obra e gerando mais tempo livre para que a juventude tenha acesso a uma formação integral, com direito à cultura e ao lazer.
O governo do Presidente Lula, representa um avanço sem igual para nós jovens. As diversas políticas públicas para a juventude como o ProUni, Reuni, Pro-jovem, a ampliação das escolas técnicas, dentre outras, são importantes iniciativas de inclusão da juventude que precisam ser cada vez mais aprofundadas.
Mas é preciso dar continuidade a isso e ir além, mudar a vida da juventude. Nós jovens devemos ter garantido o nosso direito ao trabalho. Apesar das mudanças em curso, a juventude ainda é a parcela que mais sofre com o desemprego e a precarização dos salários e condições de trabalho. Aliás, a forma como entramos no mundo do trabalho tem forte influência sobre nossa trajetória profissional. No entanto, mais que um acesso decente ao mundo do trabalho, precisamos também ter o direito de não precisar trabalhar tão cedo como ocorre atualmente e poder nos desenvolver cultural e intelectualmente.
Mas para isso é preciso que a escola passe a dialogar com as nossas diferentes realidades e dilemas. Só conseguiremos dar conta de nossos deveres se o nosso direito à educação, sempre pública, nos for garantido desde a creche até a pós-graduação, sem filtros anti-democráticos e que privilegiem minorias, como é o vestibular. Não queremos contribuir com a produção de ciência e tecnologia para ampliar os lucros de poucos, mas para auxiliar no atendimento das necessidades do ser humano e do desenvolvimento ambientalmente sustentável.
Queremos que os meios de comunicação monopolizados pela iniciativa privada e a indústria cultural que destrói nossas raízes populares percam espaço para uma produção autônoma e democrática das nossas jovens revelações que surgem de nossas periferias e pequenas cidades. Não aceitamos que empresários tratem nosso patrimônio cultural histórico como mercadoria a ser vendida e comprada, trazendo segregação no acesso à produção cultural de acordo com a renda das pessoas.
Dizemos em alto e bom som: somos as principais vítimas da repressão policial e do crime organizado. Está em curso um verdadeiro genocídio da juventude, sobretudo dos jovens negros, pobres e moradores das periferias dos grandes centros urbanos. Parece óbvio, mas é preciso dizer que não é esse o futuro que queremos. Somos muito melhores que este destino traçado para nós. Temos potencial e queremos a oportunidade de aproveitá-lo.
Quem quiser se unir a essa luta venha conosco! Não temos tempo a perder. Para construir um mundo socialista que nos permita a felicidade, a hora é agora.Juventude do Partido dos Trabalhadores
25 de setembro de 2009.
http://www.jpt.org.br/noticias/exibir.php?Id=836
Mas a partida só acaba quando termina, e ainda temos muito jogo pela frente. Os que defendem os monopólios e privatizações querem entregar as riquezas do povo brasileiro a acionistas e especuladores. São os mesmos que multiplicaram a dívida pública e baixavam a cabeça para o FMI. Está aí a aliança demo-tucana que representa os interesses da minoria elitista que quer impor seu projeto de concentrar riqueza e lucrar sempre mais.
Do lado de cá estão os de baixo, que sobreviveram ao chumbo grosso da repressão e lutam para desconcentrar a riqueza e o poder. É a aliança entre petistas, comunistas, socialistas e demais setores democráticos e populares que colocam o ser humano e o meio ambiente no centro das atenções e preferem dar as mãos aos vizinhos latinos a lamber as botas dos gigantes.
O projeto de país que definirmos hoje, enquanto somos jovens, é o divisor de águas para lançar as bases de nossas condições de amanhã. O que está em jogo é o futuro do Brasil e das nossas vidas. Não existe alternativa para o povo brasileiro sem investir nos jovens agora, afinal, só seremos o futuro se estiver garantido o nosso presente. O desenho do Brasil e do mundo que queremos ver emergir deste tempo de incertezas depende da nossa situação hoje.
Por isso, não podemos abrir mão de que a riqueza extraída da exploração do petróleo, patrimônio do povo brasileiro, seja propriedade pública investida nos jovens e nas crianças. É por esse motivo que devemos garantir aos jovens do campo a possibilidade de permanecer onde estão, sem precisar migrar para as cidades, a partir da expropriação das terras que não cumprirem com índices de produtividade mais altos, visando a reforma agrária. É com esse horizonte que devemos lutar pela a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários (citar a tramitação), criando mais empregos, combatendo a precarização da mão de obra e gerando mais tempo livre para que a juventude tenha acesso a uma formação integral, com direito à cultura e ao lazer.
O governo do Presidente Lula, representa um avanço sem igual para nós jovens. As diversas políticas públicas para a juventude como o ProUni, Reuni, Pro-jovem, a ampliação das escolas técnicas, dentre outras, são importantes iniciativas de inclusão da juventude que precisam ser cada vez mais aprofundadas.
Mas é preciso dar continuidade a isso e ir além, mudar a vida da juventude. Nós jovens devemos ter garantido o nosso direito ao trabalho. Apesar das mudanças em curso, a juventude ainda é a parcela que mais sofre com o desemprego e a precarização dos salários e condições de trabalho. Aliás, a forma como entramos no mundo do trabalho tem forte influência sobre nossa trajetória profissional. No entanto, mais que um acesso decente ao mundo do trabalho, precisamos também ter o direito de não precisar trabalhar tão cedo como ocorre atualmente e poder nos desenvolver cultural e intelectualmente.
Mas para isso é preciso que a escola passe a dialogar com as nossas diferentes realidades e dilemas. Só conseguiremos dar conta de nossos deveres se o nosso direito à educação, sempre pública, nos for garantido desde a creche até a pós-graduação, sem filtros anti-democráticos e que privilegiem minorias, como é o vestibular. Não queremos contribuir com a produção de ciência e tecnologia para ampliar os lucros de poucos, mas para auxiliar no atendimento das necessidades do ser humano e do desenvolvimento ambientalmente sustentável.
Queremos que os meios de comunicação monopolizados pela iniciativa privada e a indústria cultural que destrói nossas raízes populares percam espaço para uma produção autônoma e democrática das nossas jovens revelações que surgem de nossas periferias e pequenas cidades. Não aceitamos que empresários tratem nosso patrimônio cultural histórico como mercadoria a ser vendida e comprada, trazendo segregação no acesso à produção cultural de acordo com a renda das pessoas.
Dizemos em alto e bom som: somos as principais vítimas da repressão policial e do crime organizado. Está em curso um verdadeiro genocídio da juventude, sobretudo dos jovens negros, pobres e moradores das periferias dos grandes centros urbanos. Parece óbvio, mas é preciso dizer que não é esse o futuro que queremos. Somos muito melhores que este destino traçado para nós. Temos potencial e queremos a oportunidade de aproveitá-lo.
Quem quiser se unir a essa luta venha conosco! Não temos tempo a perder. Para construir um mundo socialista que nos permita a felicidade, a hora é agora.Juventude do Partido dos Trabalhadores
25 de setembro de 2009.
http://www.jpt.org.br/noticias/exibir.php?Id=836
Marcadores:
ae,
articulação de esquerda,
eleições,
Juvende petista,
lula,
PT
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
PARA TUCANOS, BRASIL SE ESCREVE COM Z

Venho aqui mostrar a minha insatisfação ao que já estão fazendo com o nosso país, a direita acha que ja ganhou as eleições e já até mudaram de nome o nosso amado BRASIL.
PARA TUCANOS, BRASIL SE ESCREVE COM Z
Domingo, 27 de Setembro de 2009Depois da Petrobrax, o “Brazil” do PSDB
Conforme antecipou o blog, aqui nesta matéria, sabado 26/09, o governador de S.Paulo José Serra, o governador de Minas, Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, participaram do seminário regional do PSDB em Natal, no Rio Grande do Norte. Além do lançamento de um gibi, foi lançado também um boton da campanha Serra presidente.
Nada demais se não fosse um fato curioso. Os Adesivos distribuídos grafavam a palavra “Brasil” com “z”, (foto da blusa da militante tucana), igualmente como acontece com os norte-americanos que escrevem Brasil com “z” - Brazil.
Note a estampa da blusa da militante tucana. Brasil, também aparece com “z”
Pelo visto, José Serra já se considera eleito. Já está mudando o nome do Brasil. Depois de tentar mudar o nome da estatal Petrobras para PETROBRAX, para que os gringos pudessem pronunciar melhor o nome da empresa, agora americanizaram o BraZil
Por: Helena
http://blogdoflavioloureiro.blogspot.com/2009/09/para-tucanos-brasil-se-escreve-xom-z.html
Crítica a imprensa tendencionalista
O nosso companheiro Flavio Loreiro, publicou em seu blog uma crítica a vinculação de uma materia do jornal O Dia em 24/09/2009, sendo a mesma tentanva tendencionar as pessoas a crerem que Lindberg Farias, Prefeito de Nova Iguaçu esta querendo passar por cima das decisões do nosso presidente Lula.
Segue na integra o que nosso companheiro escreveu:
Comentário do Blog
É fato que o PED no Estado do Rio de Janeiro está polarizado pelas duas posições as quais esta matéria do jornal O Dia se refere, só quem não conhece o partido, avalia que tal disjuntiva é artificial, muito embora o desfecho da disputa presidencial do PT não defina à priori a tática eleitoral que o partido irá escolher.
Nem a vitóiria do deputado Luiz Sérgio na disputa define que o partido vai apoiar a reeleição do governador Sérgio Cabral e nem a de André Taffarel, Bismark Alcântara ou Lourival Casula sinalizam que o PT irá marchar com a candidatura própria ao governo do Estado, já que no apoio tanto do primeiro quanto dos demais, existe dúvida em relação a posição que o partido deve seguir, inclusive sobre o efeito que o apoio a Cabral terá no desempenho do partido nas eleições proporcionais e na disputa ao senado.
Primeiro, que é inegável que a posição do presidente Lula e a política nacional terão peso nesta definição. Segundo, porque o sentimento da base militante do PT é em favor da candidatura própria. Posição fortalecida pela insatisfação de setores partidários que foram alijados da ocupação de espaços e cargos na máquina administrativa do estado e da sua capital, governadas pelo PMDB. Terceiro, porque qualquer cálculo político e eleitoral constata que o melhor dos mundos para candidatura da ministra Dilma à Presidência da República, é poder contar com os palanques de Lindberg, Cabral e Garotinho. Quarto, porque o governo Sérgio Cabral, em função das suas escolhas programáticas, não goza de grande popularidade, em particular junto aos movimentos sociais e ao sindicalismo fluminense,que, em sua maioria, ora é polarizado pelo PSTU e pelo PSol, ora pelo PT e pelo PCdoB. Quinto, porque o apoio do PT ao seu governo jamais assumiu a condição de aliança, PT-PMDB - muito menos sólida como apregoam alguns -, mas de pura e simples adesão.
Aliança pressupõe reciprocidade e mediações programáticas, algo que não se verifica no Estado do Rio. Declarações, como as atribuídas ao presidente Lula e de alguns dirigentes do partido no estado, em favor da aliança com Cabral, reforça a idéia de adesão, pois não dão margem de negociação para o partido, em relação a montagem de uma chapa majoritária, composta não só pelo candidato ao governo, mas também a vice e as duas vagas ao senado. O resultado é que isso fortalece ainda mais a proposta de candidatura própria, até porque hoje Cabral precisa mais do PT, do que a candidatura Dilma precisa dele, se confirmadas as candidaturas de Gabeira e Garotinho ao governo do estado.
Quando aqui se trata de declarações atribuídas, é que nesse momento deve-se lidar com extremo cuidado com o que é divulgado pela mídia, e não se pautar única e exclusivamente pelo que ela publica. As estreitas relações entre o presidente Lula e o prefeito Lindberg Farias não conferem veracidade ao tom das declarações atribuídas ao segundo, pela matéria do jornal O Dia, que desencadeou as demais declarações.
Se o petismo no Estado do Rio, inclusive os defensores do apoio à Cabral. lograsse tratar a candidatura Lindberg como um trunfo, não, como trata em geral a grande mídia, como um problema, quem ganharia com isso é o partido, a candidatura Dilma e o povo do Estado do Rio de Janeiro.
http://flavio-loureiro.blogspot.com/2009/09/jornal-o-dia-alimenta-divergencias-no.html
Segue na integra o que nosso companheiro escreveu:
Lindberg passa por cima de Lula – Fonte Site do Jornal O DIA – Dia: 24/09/09
Prefeito de Nova Iguaçu muda o discurso e agora diz que nem o pedido do presidente o faz desistir de candidatura.
Prefeito de Nova Iguaçu muda o discurso e agora diz que nem o pedido do presidente o faz desistir de candidatura.
Comentário do Blog
É fato que o PED no Estado do Rio de Janeiro está polarizado pelas duas posições as quais esta matéria do jornal O Dia se refere, só quem não conhece o partido, avalia que tal disjuntiva é artificial, muito embora o desfecho da disputa presidencial do PT não defina à priori a tática eleitoral que o partido irá escolher.
Nem a vitóiria do deputado Luiz Sérgio na disputa define que o partido vai apoiar a reeleição do governador Sérgio Cabral e nem a de André Taffarel, Bismark Alcântara ou Lourival Casula sinalizam que o PT irá marchar com a candidatura própria ao governo do Estado, já que no apoio tanto do primeiro quanto dos demais, existe dúvida em relação a posição que o partido deve seguir, inclusive sobre o efeito que o apoio a Cabral terá no desempenho do partido nas eleições proporcionais e na disputa ao senado.
Primeiro, que é inegável que a posição do presidente Lula e a política nacional terão peso nesta definição. Segundo, porque o sentimento da base militante do PT é em favor da candidatura própria. Posição fortalecida pela insatisfação de setores partidários que foram alijados da ocupação de espaços e cargos na máquina administrativa do estado e da sua capital, governadas pelo PMDB. Terceiro, porque qualquer cálculo político e eleitoral constata que o melhor dos mundos para candidatura da ministra Dilma à Presidência da República, é poder contar com os palanques de Lindberg, Cabral e Garotinho. Quarto, porque o governo Sérgio Cabral, em função das suas escolhas programáticas, não goza de grande popularidade, em particular junto aos movimentos sociais e ao sindicalismo fluminense,que, em sua maioria, ora é polarizado pelo PSTU e pelo PSol, ora pelo PT e pelo PCdoB. Quinto, porque o apoio do PT ao seu governo jamais assumiu a condição de aliança, PT-PMDB - muito menos sólida como apregoam alguns -, mas de pura e simples adesão.
Aliança pressupõe reciprocidade e mediações programáticas, algo que não se verifica no Estado do Rio. Declarações, como as atribuídas ao presidente Lula e de alguns dirigentes do partido no estado, em favor da aliança com Cabral, reforça a idéia de adesão, pois não dão margem de negociação para o partido, em relação a montagem de uma chapa majoritária, composta não só pelo candidato ao governo, mas também a vice e as duas vagas ao senado. O resultado é que isso fortalece ainda mais a proposta de candidatura própria, até porque hoje Cabral precisa mais do PT, do que a candidatura Dilma precisa dele, se confirmadas as candidaturas de Gabeira e Garotinho ao governo do estado.
Quando aqui se trata de declarações atribuídas, é que nesse momento deve-se lidar com extremo cuidado com o que é divulgado pela mídia, e não se pautar única e exclusivamente pelo que ela publica. As estreitas relações entre o presidente Lula e o prefeito Lindberg Farias não conferem veracidade ao tom das declarações atribuídas ao segundo, pela matéria do jornal O Dia, que desencadeou as demais declarações.
Se o petismo no Estado do Rio, inclusive os defensores do apoio à Cabral. lograsse tratar a candidatura Lindberg como um trunfo, não, como trata em geral a grande mídia, como um problema, quem ganharia com isso é o partido, a candidatura Dilma e o povo do Estado do Rio de Janeiro.
http://flavio-loureiro.blogspot.com/2009/09/jornal-o-dia-alimenta-divergencias-no.html
Marcadores:
articulação de esquerda,
estado,
flavio,
governador,
jpc,
lindberg,
loreiro,
lula,
nova iguaçu,
PT,
Rio de janeiro
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Lindberg e governo do estado: O caminho esta se abrindo.
Vou postar aqui um texto de um blog que sempre acompanho, pois acho que é um dos unicos blogs nao tendenciosos que temos atualmente, e o responsavel por esse blog é Bruno Kazuhiro
o link do blog, pespectiva política a qual Bruno é o dono:
http://perspectivapolitica.com.br/2009/09/24/lula-diz-que-ve-dificuldades-em-palanque-duplo-de-dilma-no-rio/#respond
Segue na integra o que ele postou:
Recentemente, comentou este blog a respeito da participação do Prefeito petista de Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro, Lindberg Farias, no que tange a sucessão fluminense:
O Prefeito Lindberg Farias (PT), que comanda a cidade de Nova Iguaçu, situada na região metropolitana do Rio de Janeiro, quer ser candidato a Governador do estado. O Perspectiva já comentou esta questão algumas vezes inclusive.
Pois bem. Por ser o atual Governador fluminense o peemedebista Sérgio Cabral e por querer o PT nacional o apoio do PMDB para Dilma Rousseff, a Direção Nacional do PT cogita enquadrar Lindberg e impedir que ele saia candidato, em benefício de Cabral.
[...]
Pois bem. Em viagem a Brasília o Prefeito Lindberg disse: “Nem com um pedido do presidente Lula retiro a candidatura”.
[...]
A realidade é que Lindberg nunca demonstraria esta desenvoltura sem ter pelo menos um apoio tácito do Presidente Lula. A informação que corre é a de que Lula quer esperar algum tempo e verificar quão ruim é a situação de Cabral no Rio de Janeiro. Enquanto isso, vai permitindo que Lindberg busque se fortalecer.
[...]
Se Cabral vier a demonstrar um favoritismo que não tem mostrado, Lindberg deve ser podado. Isso quer dizer que enquanto Lindberg se comportar como pré-candidato, Lula tem dúvidas a respeito do desempenho futuro de Cabral.
Pois bem. Confiram o que informa o jornal carioca O Dia:
“O Dia conversou com o presidente Lula segunda-feira, no jantar em que ele recebeu o Prêmio ao Serviço Público, concedido pelo instituto de pesquisas americano Woodrow Wilson Center, em Nova Iorque.
[...]
E a sucessão estadual no Rio em 2010? Vão rolar dois palanques?
‘Acho que vai ser impossível subir em palanque duplo no Rio. Até porque não dá para subir com o (governador Sérgio) Cabral e o (prefeito de Nova Iguaçu) Lindberg (Farias), que não vai dar certo, vai ter vaia. Teremos que compor e achar uma saída. [...]‘, responde.
Lula prevê um cenário difícil na disputa fluminense: ‘Não podemos desprezar as forças conservadoras. Você não sabe, por exemplo, qual será o grupo do Cesar Maia, não sabe como o Gabeira vai se comportar. Também tem o Garotinho. Por isso temos que priorizar um representante do povo do Rio e achar uma saída’”.
Dizem que, percebendo que sua desconfiança com relação a Cabral estava ficando muito visível, Lula resolveu desautorizar ligeiramente Lindberg Farias. Quem sabe assim o Presidente poderia maquiar seus verdadeiros pensamentos e não auxiliar um enfraquecimento ainda maior do atual Governador fluminense.
Porém, como já afirmou o Perspectiva, enquanto Lindberg continuar puxando a corda, estará provado que, nos bastidores, Lula não o coage a se retirar da corrida.
Pois confiram o que respondeu Lindberg a respeito das declarações de Lula reproduzidas acima:
“Se ele pedir para conversar, vou dizer a ele que não dá para abrir mão da candidatura”.
Percebe-se que Lula não pressionou de verdade, apenas tentou amainar o entendimento de que estaria desconfiando do potencial de Cabral. Se o tivesse feito, Lindberg nunca teria declarado o que declarou.
Talvez algum assessor tenha informado a Lula que corre a informação de que ele deixa Lindberg solto por querer ter alternativas a um Cabral não tão forte como seria de se esperar com relação a um Governador tentando a reeleição.
o link do blog, pespectiva política a qual Bruno é o dono:
http://perspectivapolitica.com.br/2009/09/24/lula-diz-que-ve-dificuldades-em-palanque-duplo-de-dilma-no-rio/#respond
Segue na integra o que ele postou:
Recentemente, comentou este blog a respeito da participação do Prefeito petista de Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro, Lindberg Farias, no que tange a sucessão fluminense:
O Prefeito Lindberg Farias (PT), que comanda a cidade de Nova Iguaçu, situada na região metropolitana do Rio de Janeiro, quer ser candidato a Governador do estado. O Perspectiva já comentou esta questão algumas vezes inclusive.
Pois bem. Por ser o atual Governador fluminense o peemedebista Sérgio Cabral e por querer o PT nacional o apoio do PMDB para Dilma Rousseff, a Direção Nacional do PT cogita enquadrar Lindberg e impedir que ele saia candidato, em benefício de Cabral.
[...]
Pois bem. Em viagem a Brasília o Prefeito Lindberg disse: “Nem com um pedido do presidente Lula retiro a candidatura”.
[...]
A realidade é que Lindberg nunca demonstraria esta desenvoltura sem ter pelo menos um apoio tácito do Presidente Lula. A informação que corre é a de que Lula quer esperar algum tempo e verificar quão ruim é a situação de Cabral no Rio de Janeiro. Enquanto isso, vai permitindo que Lindberg busque se fortalecer.
[...]
Se Cabral vier a demonstrar um favoritismo que não tem mostrado, Lindberg deve ser podado. Isso quer dizer que enquanto Lindberg se comportar como pré-candidato, Lula tem dúvidas a respeito do desempenho futuro de Cabral.
Pois bem. Confiram o que informa o jornal carioca O Dia:
“O Dia conversou com o presidente Lula segunda-feira, no jantar em que ele recebeu o Prêmio ao Serviço Público, concedido pelo instituto de pesquisas americano Woodrow Wilson Center, em Nova Iorque.
[...]
E a sucessão estadual no Rio em 2010? Vão rolar dois palanques?
‘Acho que vai ser impossível subir em palanque duplo no Rio. Até porque não dá para subir com o (governador Sérgio) Cabral e o (prefeito de Nova Iguaçu) Lindberg (Farias), que não vai dar certo, vai ter vaia. Teremos que compor e achar uma saída. [...]‘, responde.
Lula prevê um cenário difícil na disputa fluminense: ‘Não podemos desprezar as forças conservadoras. Você não sabe, por exemplo, qual será o grupo do Cesar Maia, não sabe como o Gabeira vai se comportar. Também tem o Garotinho. Por isso temos que priorizar um representante do povo do Rio e achar uma saída’”.
Dizem que, percebendo que sua desconfiança com relação a Cabral estava ficando muito visível, Lula resolveu desautorizar ligeiramente Lindberg Farias. Quem sabe assim o Presidente poderia maquiar seus verdadeiros pensamentos e não auxiliar um enfraquecimento ainda maior do atual Governador fluminense.
Porém, como já afirmou o Perspectiva, enquanto Lindberg continuar puxando a corda, estará provado que, nos bastidores, Lula não o coage a se retirar da corrida.
Pois confiram o que respondeu Lindberg a respeito das declarações de Lula reproduzidas acima:
“Se ele pedir para conversar, vou dizer a ele que não dá para abrir mão da candidatura”.
Percebe-se que Lula não pressionou de verdade, apenas tentou amainar o entendimento de que estaria desconfiando do potencial de Cabral. Se o tivesse feito, Lindberg nunca teria declarado o que declarou.
Talvez algum assessor tenha informado a Lula que corre a informação de que ele deixa Lindberg solto por querer ter alternativas a um Cabral não tão forte como seria de se esperar com relação a um Governador tentando a reeleição.
Marcadores:
articulação de esquerda,
estado,
governo,
lindberg,
nova iguaçu,
PT,
Rio de janeiro
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Atuação do Brasil em Honduras tem apoio da OEA
OEA: Atuação do Brasil em Honduras tem apoio de toda comunidade internacional
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse nesta quarta-feira à BBC que o governo brasileiro conta com o respaldo de toda a comunidade internacional na sua atuação na crise política de Honduras.
"O governo do Brasil está atuando bem e atuou com o respaldo de toda – toda com letras maiúsculas – a comunidade internacional", disse Insulza, de Nova York, em entrevista à BBC.
A crise política em Honduras ganhou novos contornos nesta semana com a chegada à Tegucigalpa do presidente deposto em junho, Manuel Zelaya.
Insulza condenou a agressão à embaixada brasileira em Tegucigalpa, que abriga Zelaya. O fornecimento de água e luz à representação diplomática chegou a ser cortado na terça-feira.
O secretário-geral pediu diálogo entre as partes em Honduras e afirmou que pode viajar a Tegucigalpa nos próximos dias. Ele também disse que a OEA não concorre com o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, na mediação para pôr fim à crise política.
Leia abaixo a entrevista de Insulza à BBC.
BBC – O senhor sabia que Manuel Zelaya voltaria a Honduras?
Insulza – Não, não tinha nenhuma informação. Ele havia falado várias vezes sobre a possibilidade de fazer isso. Há alguns dias, inclusive, ele disse que queria estar em Honduras no final do mês. Mas na realidade todo mundo tomava isso como uma afirmação otimista, imaginando que as coisas iam se abrir e permitiriam o seu retorno. Mas eu não tinha nenhum indício que me faria supor que ele iria retornar da maneira que fez.
BBC – Segundo informações que circularam recentemente, o senhor estaria pretendendo viajar a Tegucigalpa nas próximas horas. É verdade?
Insulza – Até ontem os aeroportos continuavam fechados. Até agora não se pode viajar. Mas não descarto que eles sejam reabertos e depois tenhamos a possibilidade de fazer uma missão que tenham algum significado, ou seja, em que não se mantenha a atitude de fechar todas as formas de diálogo, como faz agora o regime de facto.
Naturalmente, nós queremos promover um diálogo; queremos ajudar. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas estamos disponíveis para isso e eu iria com vários representantes de outros países membros (da OEA) na medida que se mantenham as condições. Isso vamos saber hoje pela manhã ou durante o dia. Se for assim, partiríamos de imediato.
Nós queremos promover um diálogo; queremos ajudar. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas estamos disponíveis para isso.
José Miguel Insulza
BBC – O senhor poderia nos dizer quem o acompanharia nesta viagem?
Insulza – Não no momento, porque primeiro vou consultar os que me acompanharam na viagem anterior, mas naturalmente quase todos os ministros têm suas obrigações na Assembleia Geral (da ONU), então eu teria que ver com quem vou. Eu não poderia dizer.
BBC – O senhor considera que a OEA continua sendo um mediador legítimo da crise hondurenha?
Insulza - Acredito que desde o começo isso foi reconhecido por todo mundo. Se apresentou várias vezes uma falsa dicotomia entre o presidente (da Costa Rica) Oscar Arias como mediador e a Organização (dos Estados Americanos), e na realidade o esforço do presidente Arias sempre tem sido o nosso esforço também.
Ontem (terça-feira) conversei bastante com ele e estamos de acordo com a necessidade de intensificar a negociação, tomando juntos as medidas para poder levar adiante esta negociação.
BBC – Quais foram estas últimas medidas e os últimos contatos?
Insulza - Conversamos várias vezes com diferentes personalidades em Honduras, mas não posso entrar em detalhes.
BBC – O senhor teve contato ultimamente com Zelaya ou com Micheletti?
Insulza – Falei com Zelaya. Ele me ligou muito pouco depois de ter entrado na embaixada do Brasil. E ele segue disponível e ontem ratificou por seus representantes estar disposto a assinar o acordo de San José, o acordo proposto pelo presidente Arias, tal como havia dito antes.
BBC - A propósito da presença de Manuel Zelaya em Tegucigalpa, como o senhor acredita que isso possa influir no processo de resolução da crise?
Insulza – Há duas alternativas; dois caminhos. Um, com o qual eu concordo, é que é preciso tomar isso como uma oportunidade. Havia ressalvas ao diálogo, pouca disposição a se sentar e conversar, mas agora Zelaya está ai e o tema terá que ser enfrentado. E é possível que com isso se abra um caminho de diálogo e de busca por uma saída para a crise, conversada e negociada por hondurenhos.
Acredito que é necessário seguir nessa direção. É claro que também pode haver um aumento das tensões e dificuldades, mas esperamos que não seja assim. Nós acreditamos que, se há boa vontade das partes, isso pode conduzir, em vez de à confrontação, a uma boa negociação.
BBC - Micheletti assegurou à BBC que não descarta falar com Zelaya se ele aceitar um processo eleitoral em novembro. Se Zelaya aceitar esta condição, o senhor acredita que a OEA reconheceria a legitimidade destas eleições?
Insulza – Veja, é preciso esperar todo o processo. Eleições com estado de sítio durante todo o dia, com toque de recolher todo o dia, dificilmente poderão ocorrer. A única possibilidade de se realizar as eleições é normalizando a democracia antes. Se estivermos seguindo nesta direção, me parece muito bom. Mas eu acredito que o melhor é que se tenha um diálogo sem condições prévias, que se sente para conversar.
BBC - E quais seriam as condições que permitiriam um início de diálogo entre as partes?
Insulza – Nunca se pode colocar pré-condições para se sentar e falar sobre um tema. "Eu me sento, mas primeiro você tem que aceitar um, dois e três." Acho que assim não se avança. Eu não colocaria condições, com exceção que haja disposição para se sentar e conversar.
BBC - Isso do ponto de vista político. Mas no ponto de vista social, me parece que a situação em Honduras está cada dia mais complexa. O senhor pode apontar algumas medidas necessárias para criar um clima social para o diálogo?
Insulza – A agitação acontece precisamente porque a crise está emperrada. Se desbloquearmos a crise, as pessoas vão esperar um resultado. Em Honduras, ninguém quer confrontos.
BBC – O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, apontou a possibilidade de que a situação leve a um derramamento de sangue. O senhor, na OEA, compartilha deste medo?
Insulza – O temor eu compartilho. Mas não houve choques, enfrentamentos. Fala-se de vítimas, mas não comprovamos isso. Nossa comissão de direito humanos está trabalhando nisso, mas, no entanto, não houve uma conflito da magnitude que poderia haver. Esperamos que exista diálogo antes disso.
BBC – Que mensagem o senhor mandaria da OEA para os atores implicados?
Insulza - Que é preciso conversar. Que nós estamos disponíveis para realizar as intermediações se for o caso, para observar. Mas o primeiro passo quem tem que dar são os hondurenhos envolvidos. O presidente do constitucional, Manuel Zelaya e o regime de fato.
BBC – E às ruas, ao exército e à sociedade civil?
Insulza – Que todos acatem o que ficar acertado e mantenham a calma, que não haja conflitos. Ontem, felizmente, o bloqueio que houve na embaixada do Brasil foi resolvido, se religou a eletricidade e a água. Que não haja mais ameaças sobre tudo. Que não haja esta atitude ameaçadora que houve na embaixada do Brasil, que também é muito danosa.
BBC – Ontem conversamos com a vice-chanceler do governo de fato, Martha Lorena Alvarado, e ela acusou o Brasil de ingerência em Honduras. Qual é a sua opinião sobre o papel de Brasil nesta crise?
Insulza – Não vamos a entrar em polêmicas. Eu acredito que o Brasil agiu bem. O governo do Brasil está atuando bem e atuou com o respaldo de toda – toda com letras maiúsculas – a comunidade internacional.
BBC - Como a situação vai se desenvolver nos próximos dias, na sua opinião?
Insulza – Não quero fazer um prognóstico, quero que as coisas se tranquilizem, que não se siga ameaçando a embaixada do Brasil. O Brasil é um membro da nossa organização e não nos parece tolerável o que se fez com a embaixada do Brasil. Mas agora as coisas parecem ter se acalmado. Que se mantenha esta calma e se comece a conversar. Mas isso não significa que acredito necessariamente que vai acontecer o mesmo que eu quero que aconteça.
Fonte: www.pt.org.br
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse nesta quarta-feira à BBC que o governo brasileiro conta com o respaldo de toda a comunidade internacional na sua atuação na crise política de Honduras.
"O governo do Brasil está atuando bem e atuou com o respaldo de toda – toda com letras maiúsculas – a comunidade internacional", disse Insulza, de Nova York, em entrevista à BBC.
A crise política em Honduras ganhou novos contornos nesta semana com a chegada à Tegucigalpa do presidente deposto em junho, Manuel Zelaya.
Insulza condenou a agressão à embaixada brasileira em Tegucigalpa, que abriga Zelaya. O fornecimento de água e luz à representação diplomática chegou a ser cortado na terça-feira.
O secretário-geral pediu diálogo entre as partes em Honduras e afirmou que pode viajar a Tegucigalpa nos próximos dias. Ele também disse que a OEA não concorre com o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, na mediação para pôr fim à crise política.
Leia abaixo a entrevista de Insulza à BBC.
BBC – O senhor sabia que Manuel Zelaya voltaria a Honduras?
Insulza – Não, não tinha nenhuma informação. Ele havia falado várias vezes sobre a possibilidade de fazer isso. Há alguns dias, inclusive, ele disse que queria estar em Honduras no final do mês. Mas na realidade todo mundo tomava isso como uma afirmação otimista, imaginando que as coisas iam se abrir e permitiriam o seu retorno. Mas eu não tinha nenhum indício que me faria supor que ele iria retornar da maneira que fez.
BBC – Segundo informações que circularam recentemente, o senhor estaria pretendendo viajar a Tegucigalpa nas próximas horas. É verdade?
Insulza – Até ontem os aeroportos continuavam fechados. Até agora não se pode viajar. Mas não descarto que eles sejam reabertos e depois tenhamos a possibilidade de fazer uma missão que tenham algum significado, ou seja, em que não se mantenha a atitude de fechar todas as formas de diálogo, como faz agora o regime de facto.
Naturalmente, nós queremos promover um diálogo; queremos ajudar. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas estamos disponíveis para isso e eu iria com vários representantes de outros países membros (da OEA) na medida que se mantenham as condições. Isso vamos saber hoje pela manhã ou durante o dia. Se for assim, partiríamos de imediato.
Nós queremos promover um diálogo; queremos ajudar. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas estamos disponíveis para isso.
José Miguel Insulza
BBC – O senhor poderia nos dizer quem o acompanharia nesta viagem?
Insulza – Não no momento, porque primeiro vou consultar os que me acompanharam na viagem anterior, mas naturalmente quase todos os ministros têm suas obrigações na Assembleia Geral (da ONU), então eu teria que ver com quem vou. Eu não poderia dizer.
BBC – O senhor considera que a OEA continua sendo um mediador legítimo da crise hondurenha?
Insulza - Acredito que desde o começo isso foi reconhecido por todo mundo. Se apresentou várias vezes uma falsa dicotomia entre o presidente (da Costa Rica) Oscar Arias como mediador e a Organização (dos Estados Americanos), e na realidade o esforço do presidente Arias sempre tem sido o nosso esforço também.
Ontem (terça-feira) conversei bastante com ele e estamos de acordo com a necessidade de intensificar a negociação, tomando juntos as medidas para poder levar adiante esta negociação.
BBC – Quais foram estas últimas medidas e os últimos contatos?
Insulza - Conversamos várias vezes com diferentes personalidades em Honduras, mas não posso entrar em detalhes.
BBC – O senhor teve contato ultimamente com Zelaya ou com Micheletti?
Insulza – Falei com Zelaya. Ele me ligou muito pouco depois de ter entrado na embaixada do Brasil. E ele segue disponível e ontem ratificou por seus representantes estar disposto a assinar o acordo de San José, o acordo proposto pelo presidente Arias, tal como havia dito antes.
BBC - A propósito da presença de Manuel Zelaya em Tegucigalpa, como o senhor acredita que isso possa influir no processo de resolução da crise?
Insulza – Há duas alternativas; dois caminhos. Um, com o qual eu concordo, é que é preciso tomar isso como uma oportunidade. Havia ressalvas ao diálogo, pouca disposição a se sentar e conversar, mas agora Zelaya está ai e o tema terá que ser enfrentado. E é possível que com isso se abra um caminho de diálogo e de busca por uma saída para a crise, conversada e negociada por hondurenhos.
Acredito que é necessário seguir nessa direção. É claro que também pode haver um aumento das tensões e dificuldades, mas esperamos que não seja assim. Nós acreditamos que, se há boa vontade das partes, isso pode conduzir, em vez de à confrontação, a uma boa negociação.
BBC - Micheletti assegurou à BBC que não descarta falar com Zelaya se ele aceitar um processo eleitoral em novembro. Se Zelaya aceitar esta condição, o senhor acredita que a OEA reconheceria a legitimidade destas eleições?
Insulza – Veja, é preciso esperar todo o processo. Eleições com estado de sítio durante todo o dia, com toque de recolher todo o dia, dificilmente poderão ocorrer. A única possibilidade de se realizar as eleições é normalizando a democracia antes. Se estivermos seguindo nesta direção, me parece muito bom. Mas eu acredito que o melhor é que se tenha um diálogo sem condições prévias, que se sente para conversar.
BBC - E quais seriam as condições que permitiriam um início de diálogo entre as partes?
Insulza – Nunca se pode colocar pré-condições para se sentar e falar sobre um tema. "Eu me sento, mas primeiro você tem que aceitar um, dois e três." Acho que assim não se avança. Eu não colocaria condições, com exceção que haja disposição para se sentar e conversar.
BBC - Isso do ponto de vista político. Mas no ponto de vista social, me parece que a situação em Honduras está cada dia mais complexa. O senhor pode apontar algumas medidas necessárias para criar um clima social para o diálogo?
Insulza – A agitação acontece precisamente porque a crise está emperrada. Se desbloquearmos a crise, as pessoas vão esperar um resultado. Em Honduras, ninguém quer confrontos.
BBC – O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, apontou a possibilidade de que a situação leve a um derramamento de sangue. O senhor, na OEA, compartilha deste medo?
Insulza – O temor eu compartilho. Mas não houve choques, enfrentamentos. Fala-se de vítimas, mas não comprovamos isso. Nossa comissão de direito humanos está trabalhando nisso, mas, no entanto, não houve uma conflito da magnitude que poderia haver. Esperamos que exista diálogo antes disso.
BBC – Que mensagem o senhor mandaria da OEA para os atores implicados?
Insulza - Que é preciso conversar. Que nós estamos disponíveis para realizar as intermediações se for o caso, para observar. Mas o primeiro passo quem tem que dar são os hondurenhos envolvidos. O presidente do constitucional, Manuel Zelaya e o regime de fato.
BBC – E às ruas, ao exército e à sociedade civil?
Insulza – Que todos acatem o que ficar acertado e mantenham a calma, que não haja conflitos. Ontem, felizmente, o bloqueio que houve na embaixada do Brasil foi resolvido, se religou a eletricidade e a água. Que não haja mais ameaças sobre tudo. Que não haja esta atitude ameaçadora que houve na embaixada do Brasil, que também é muito danosa.
BBC – Ontem conversamos com a vice-chanceler do governo de fato, Martha Lorena Alvarado, e ela acusou o Brasil de ingerência em Honduras. Qual é a sua opinião sobre o papel de Brasil nesta crise?
Insulza – Não vamos a entrar em polêmicas. Eu acredito que o Brasil agiu bem. O governo do Brasil está atuando bem e atuou com o respaldo de toda – toda com letras maiúsculas – a comunidade internacional.
BBC - Como a situação vai se desenvolver nos próximos dias, na sua opinião?
Insulza – Não quero fazer um prognóstico, quero que as coisas se tranquilizem, que não se siga ameaçando a embaixada do Brasil. O Brasil é um membro da nossa organização e não nos parece tolerável o que se fez com a embaixada do Brasil. Mas agora as coisas parecem ter se acalmado. Que se mantenha esta calma e se comece a conversar. Mas isso não significa que acredito necessariamente que vai acontecer o mesmo que eu quero que aconteça.
Fonte: www.pt.org.br
Assinar:
Postagens (Atom)
