quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Escolha de novo líder indica que Farc pretendem manter o combate

A escolha de Timoleón Jiménez, o "Timochenko" (cujo verdadeiro nome é Rodrigo Londoño), como novo líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) indica que a guerrilha optou manter a atual estratégia militar e o combate, de acordo com analistas.

A reportagem é da BBC Brasil, 16-11-2011.

Quinze dias depois da operação do exército que matou Alfonso Cano, o então líder do grupo, no sudoeste da Colômbia, asFarc anunciaram Timochenko como o novo chefe. Ele era o segundo na linha de comando do secretariado das Farc, e, de acordo com a guerrilha, foi escolhido pelo comando e aprovado pelas tropas combatentes.

Timochenko (foto) tem 52 anos, dos quais 30 foram dedicados às Farc. Médico cardiologista, ele é o mais antigo membro do atual comando. Nesta quarta-feira, o governo colombiano afirmou que não sabe de seu paradeiro, embora se especule que ele esteja próximo à fronteira da Colômbia e Venezuela, na região de Santander.

Para analistas, a opção por Timochenko revela que as Farcnão pretendem negociar dentro das condições propostas atualmente pelo governo. Ao contrário, seria um sinal de resistência e de que, para o grupo, o "combate" vai continuar.

"As Farc optaram por manter a mesma estratégia ofensiva que privilegia os confrontos com as força públicas e até mesmo os ataques contra civis. A ideia é resistir", explicaAriel Ávila, coordenador da Corporación Nuevo Arco-Íris, uma ONG colombiana trata de conflitos e busca pela paz.

Ávila diz que Timochenko é considerado o maior estrategista militar das Farc e o único do atual comando que recebeu treinamento militar na antiga União Soviética e na Iugoslávia. "Como Cano, ele tem raízes urbanas, mas não tem um perfil político. Ele é considerado um comandante linha-dura e muito respeitado pelas tropas de base das Farc."

Agenda

Ávila acredita que, com a escolha por Timochenko ao invés de alguém com perfil mais negociador, as Farc querem dizer que nada mudou para eles, e que a "guerra" continuará até que outros fatores de negociação possam ser colocados à mesa.

"O governo Santos tem de tomar cuidado para não construir um discurso assoberbado, dizendo, de um lado, que as Farc serão derrotadas, e de outro, chamando-as ao desarmamento sem oferecer propostas mínimas."

"Governo e Farc têm de adequar seus níveis de exigência. O governo tem que buscar um nível maior de reformas para o Estado colombiano e as Farc precisam se abrir para uma agenda menos radical", afirma. Para o professor de Ciências Políticas da Pontifícia Universidade Javeriana da ColômbiaPedro Valenzuela, as duas partes devem buscar concessões, mas isso não acontecerá agora.

"A agenda das Farc é muito grande, mas eles têm consciência de que a revolução de esquerda que eles pleiteavam não vai acontecer. Só que, como ainda dispõem de combustível para brigar, vão levar isso adiante," explicaValenzuela.

O professor acredita que alguns dos pontos importantes que devem entrar na pauta do governo colombiano para negociar com as Farc são a reforma agrária, garantias políticas para os líderes do grupo e um combate mais efetivo do estado ao paramilitarismo. "Claro que isso é muito difícil. Há muita resistência de alguns setores políticos e econômicos para tratar estes pontos. Mas as Farc continuarão atuando da mesma maneira."

Expectativa

Apesar de não ver a curto prazo um horizonte favorável à resolução do conflito e à pacificação colombiana, Valenzuela avalia que, devagar, o país está construindo um ambiente propício à paz no futuro. "A guerra continuará por um bom tempo, mas existem alguns espaços onde se pode abrir diálogos. O governo Santos já deu provas de que tem potencial negociador e que tem consciência de que algumas das demandas das Farc são plausíveis", diz.

O professor cita como exemplo a lei de reparação de vítimas e o esforço do atual governo de tentar devolver as terras aos camponeses obrigados a deixarem suas casas por causa do conflito. "As Farc sabem que têm mais chance de negociar com Santos que com o governo anterior (Álvaro Uribe). Por isso, com mais ajustes nos discursos de ambas as partes e mais concessões em prol da própria democracia colombiana, podemos sim chegar à pacificação", afirmaValenzuela.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Perfis dos corruptos


"Enquanto os corruptos não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos para funções públicas", escreve Frei Betto, escritor, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 15-11-2011. Eis o artigo. Manifestações públicas em várias cidades exigem o fim do voto secreto no Congresso, o direito de o Conselho Nacional de Justiça investigar e punir juízes, a vigência da Ficha Limpa nas eleições de 2012 e o combate à corrupção na política. Por que há tanta corrupção no Brasil? Temos leis, sistema judiciário, polícias e mídia atenta. Prevalece, entretanto, a impunidade - a mãe dos corruptos. Você conhece um notório corrupto brasileiro? Foi processado e está na cadeia? O corrupto não se admite como tal. Esperto, age movido pela ambição de dinheiro. Não é propriamente um ladrão. Antes, trata-se de um requintado chantagista, desses de conversa frouxa, sorriso amável, salamaleques gentis. Anzol sem isca, peixe não belisca. O corrupto não se expõe; extorque. Considera a comissão um direito; a porcentagem, pagamento por serviços; o desvio, forma de apropriar-se do que lhe pertence; o caixa dois, investimento eleitoral. Bobos aqueles que fazem tráfico de influência sem tirar proveito. Há vários tipos de corruptos. O corrupto oficial se vale da função pública para extrair vantagens a si, à família e aos amigos. Troca a placa do carro, embarca a mulher com passagem custeada pelo erário, usa cartão de crédito debitável no orçamento do Estado, faz gastos e obriga o contribuinte a pagar. Considera natural o superfaturamento, a ausência de licitação, a concorrência com cartas marcadas. Sua lógica é corrupta: "Se não aproveito, outro sai no lucro em meu lugar". Seu único temor é ser apanhado em flagrante. Não se envergonha de se olhar no espelho, apenas teme ver o nome estampado nos jornais e a cara na TV. O corrupto não tem escrúpulo em dar ou receber caixas de uísque no Natal, presentes caros de fornecedores ou patrocinar férias de juízes. Afrouxam-no com agrados e, assim, ele relaxa a burocracia que retém as verbas públicas. Há o corrupto privado. Jamais menciona quantias, tão somente insinua. É o rei da metáfora. Nunca é direto. Fala em circunlóquios, seguro de que o interlocutor sabe ler nas entrelinhas. O corrupto "franciscano" pratica o toma lá, dá cá. Seu lema: "quem não chora, não mama". Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobretão para melhor encobrir a maracutaia. É o primeiro a se indignar quando o assunto é a corrupção. O corrupto exibido gasta o que não ganha, constrói mansões, enche o pasto de bois, convencido de que puxa-saquismo é amizade e sorriso cúmplice, cegueira. O corrupto cúmplice assiste ao vídeo da deputada embolsando propina escusa e ainda finge não acreditar no que vê. E a absolve para, mais tarde, ser também absolvido. O corrupto previdente fica de olho na Copa do Mundo, em 2014, e na Olimpíada do Rio, em 2016. Sabe que os Jogos Pan-Americanos no Rio, em 2007, orçados em R$ 800 milhões, consumiram R$ 4 bilhões. O corrupto não sorri, agrada; não cumprimenta, estende a mão; não elogia, incensa; não possui valores, apenas saldo bancário. De tal modo se corrompe que nem mais percebe que é um corrupto. Julga-se um negocista bem-sucedido. Melífluo, o corrupto é cheio de dedos, encosta-se nos honestos para se lhe aproveitar a sombra, trata os subalternos com uma dureza que o faz parecer o mais íntegro dos seres humanos. Enquanto os corruptos brasileiros não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos para funções públicas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Para Genoino, Comissão da Verdade passará sem emendas

Depois de ser integralmente aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), o projeto de criação da Comissão Nacional da Verdade deve passar sem emendas pela Casa. Essa é a visão do assessor especial do Ministério da Justiça José Genoino. "Esse é um acordo suprapartidário, que está bem costurado. Ele vai ser aprovado sem nenhuma emenda", afirmou o ex-deputado federal.

A reportagem é de Rodrigo Pedroso e publicada pelo jornal Valor, 21-10-2011.

Na terça-feira, senadores que estiveram na audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) queriam mudar o texto original. Sugeriam, por exemplo, excluir a referência à Lei da Anistia, para permitir que acusados de violação de direitos humanos sejam punidos, aumentar o número de integrantes da comissão, e fixar em 1964 o início da investigação. No texto original, a investigação se inicia em 1946.

Se o pedido de urgência do líder do governo no Senado,Romero Jucá (PMDB-RR), for acatado, o projeto não passará pelas demais comissões e vai direto para o plenário. É lá que os parlamentares pretendem emendar o projeto que é relatado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira, de oposição, mas completamente afinado com o governo na matéria.

Além disso, as críticas dos senadores ao projeto foram consideradas "improcedentes" pelo ex-deputado. "A comissão vai ter dois anos de trabalhos, todo mundo será ouvido. Não vejo problemas em ter integrantes das Forças Armadas na comissão. Vai poder se falar de tudo", disse.

Enquanto explicava que o projeto foi debatido com senadores e deputados, Genoino, que estava em um seminário sobre a indústria da defesa, em São Bernardo do Campo, São Paulo, foi interrompido por um oficial das Forças Armadas. O oficial gostaria que a Comissão da Verdade fosse citada na fala do ex-deputado para os empresários presentes no local. Segundo ele, a comissão é um meio de a sociedade "perder a última barreira de preconceito contra os militares".

O texto da Comissão da Verdade, aprovado na Câmara, determina que se busquem esclarecer os casos de torturas, mortes, desaparecimentos e ocultação de cadáveres e suas autorias durante a ditadura militar. O colegiado, composto por sete membros, poderá solicitar documentos, convocar depoimentos, determinar a realização de perícias e diligências em busca de informações e documentos. O projeto obriga servidores públicos e militares a colaborar com a comissão, ponto que gerou polêmica entre as Forças Armadas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Comissão da Verdade é aprovada na CCJ


O projeto de criação da Comissão Nacional da Verdade foi aprovado ontem, em votação simbólica, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). O texto segue agora para a Comissão de Direitos Humanos. No entanto, o líder do governo na Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), deve pedir a tramitação do projeto com urgência e, se a mudança de rito for aprovada, a proposta não precisará mais do aval das comissões, seguindo direto para a votação em plenário.

A reportagem é de Daniela Martins e publicada pelo jornalValor, 20-10-2011.

A Comissão da Verdade, que visa a investigar os crimes contra os direitos humanos entre 1946 e 1988, poderá também, segundo emenda do relator da proposta, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), atuar de forma articulada e integrada com os demais órgãos públicos, como o Arquivo Nacional, a Comissão de Anistia e a Comissão Especial sobre mortos e desaparecidos políticos.

O texto aprovado na Câmara determina que se busque esclarecer os casos de torturas, mortes, desaparecimentos e ocultação de cadáveres e suas autorias durante a ditadura militar.

O colegiado, composto por sete membros, poderá solicitar documentos, convocar depoimentos, determinar a realização de perícias e diligências em busca de informações e documentos. O projeto obriga servidores públicos e militares a colaborar com a comissão, ponto que gerou polêmica entre membros das Forças Armadas.

Na Câmara, o texto recebeu emenda impedindo que integrantes das direções de partidos políticos façam parte da comissão. O projeto também ganhou um artigo para garantir que qualquer pessoa possa dar depoimento à comissão, mesmo sem ser convidada.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Julião e Theodomiro Romeiro dos Santos são anistiados


Da coluna de Mônica Bergamo, jornalista, publicada no jornal Folha de S. Paulo, 26-09-2011:

O governo concederá anistia e indenização nesta semana a um personagem emblemático: Francisco Julião, líder dasLigas Camponesas, organização do sertão pernambucano que lutava pela reforma agrária antes do golpe militar de 1964. Foi cassado e preso pela ditadura militar, exilando-se depois no México. Voltou ao Brasil em 1979 e morreu em 1999.

No mesmo dia 30, sexta-feira, a Caravana da Anistiaapreciará o processo do cantor Geraldo Azevedo. E também de Theodomiro Romeiro dos Santos. Ao ser preso, na década de 70, ele matou um militar que participava de sua detenção. Chegou a ser condenado à morte. Não pôde voltar ao Brasil depois da anistia de 1979, mas só depois de expirada a sua condenação. Hoje, é juiz do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Pernambuco.

domingo, 18 de setembro de 2011

Por uma nova corrente socialista e de massas no PT !!!

RESOLUÇÃO POLÍTICA

Nós, militantes do PT, representantes das seguintes correntes e agrupamentos políticos: Inaugurar um novo período, Tendência Marxista, UPS, PT de Aço, militantes do MRS, e ainda representantes e militantes que se organizam em torno de diversos mandatos da esquerda petista, como o do deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), o deputado estadual Anísio Maia (PT-PB), o deputado estadual João Daniel (PT-SE) – sem prejuízo de novas adesões – concordamos na necessidade de constituir uma nova corrente de esquerda, feminista e socialista. Após análise e debate do atual momento no PT, em particular, os desafios da esquerda petista, entendemos que a conjuntura pede e o partido precisa de uma nova tendência com coesão e força política que:

  1. dispute decisivamente os rumos do PT;
  2. estabeleça relações orgânicas com os movimentos sociais, do campo e da cidade, priorizando sua atuação nas lutas de massa;
  3. tenha o socialismo como objetivo estratégico;
  4. tenha o feminismo e o combate ao racismo como princípios fundantes;
  5. convoque o movimento sindical e popular, os militantes da CUT, o conjunto dos lutadores sociais para se incorporar ao PT e a disputa dos seus rumos;
  6. priorize os diversos movimentos e pautas da juventude, os direitos humanos, a defesa da laicidade do Estado, o combate à intolerância religiosa, a luta contra a homofobia, a defesa dos povos indígenas e quilombolas, a luta anti-proibicionista, a luta pela democratização dos meios de comunicação e pelo direito à cultura;
  7. reivindique centralidade para a reforma urbana, para a luta ambiental e por um novo modelo de desenvolvimento, baseado na sustentabilidade;
  8. defenda a reforma agrária, agricultura familiar, a demarcação das terras indígenas, o reconhecimento das terras quilombolas e dos atingidos por barragens;
  9. busque uma atuação institucional que promova esses objetivos estratégicos, fortalecendo o governo Dilma, na perspectiva de aprofundamento das conquistas sociais do povo brasileiro;
  10. priorize o debate e formação política permanente da sua militância;

A partir dessa compreensão, os 180 militantes de 19 estados, reunidos no Seminário “Inaugurar um novo período”, decidem:

1- Abrir um processo de construção de uma nova corrente de esquerda e socialista no PT, que tenha uma atuação de massas;

2- Convocar um congresso de fundação desta nova tendência, para os dias 3 e 4 de dezembro de 2011, que terá etapas estaduais e poderá também ter etapas municipais e regionais. A proporção para eleição de delegados ao Congresso será definida posteriormente.

3- O Congresso de fundação se dará através de um processo amplo de debate com a participação de milhares de militantes do PT e lutadores sociais que se engajem por adesão através dos encontros de base e preparatórios;

4- Eleger um conselho político e um grupo de trabalho nacional para conduzir o processo de fundação desta nova tendência.

5- Assegurar o critério da paridade entre mulheres e homens na direção e demais órgãos da nova tendência;

6- Assegurar a pluralidade étnico-racial e a representação da juventude na direção e demais órgãos da nova tendência;

7- O temário do Congresso de fundação será o seguinte:

A- Conjuntura Internacional e Nacional

B- A construção do PT, o governo Dilma e os desafios da nova tendência;

C- O PT, os movimentos sociais e a relação com a nova tendência na luta pelo socialismo no Brasil;

D- Programa, Estratégia e Tática para construção do socialismo

E- Política sobre as frentes de massas: Mulheres, Sindical, MST e Agrária, Juventude, Combate ao Racismo, LGBT, Meio-Ambiente, Cultura e Movimentos Populares;

F- Política para a frente institucional;

G- Politica para as eleições sobre eleições de 2012;

H- Política de Formação, implantação e crescimento da nova tendência

I- Politica de comunicação da nova corrente, site, redes sociais, lista e ações de comunicação, propaganda e agitação politica;

J- Politica de Finanças

K- Aprovação do Regimento Interno da nova corrente;

L- Eleição da Direção Nacional e aprovação do nome da nova corrente;

8- Será construído após o Congresso Nacional um processo de retorno nos estados e municípios para debater a implementação da politica de construção da nova tendência;

9- No Congresso Nacional, os diversos deputados e deputadas que se engajarem na nova corrente deverão constituir uma articulação parlamentar no âmbito da bancada federal do PT;

10- Para consecução do processo de constituição da nova tendência os signatários dessa resolução decidem unificar todas as estruturas organizativas que existam, finanças e comunicação, de modo a facilitar e agilizar essa unificação, inclusive nos estados e municípios;

A nova tendência já nasce com representantes nos seguintes estados RS, SC, SP, MG, MS, GO, BA, PE, CE,PB, SE, MA, AL, AM, AC DF, RN, RJ, PA e com representação nas direções do PT, na direção nacional da CUT e da UNE, nas direções estaduais da CUT, em diversas UEEs, no MST, na CONAM, no movimento de mulheres, em diversos movimentos sociais, sindicatos. Nasce também com a participação de prefeitos e vice-prefeitos, deputados federais, estaduais e vereadores.

Convidamos toda militância petista que se identifique com esses princípios e agenda política a se incorporar nesse processo de fundação de uma nova tendência socialista no PT.

“Em nossa bandeira todas as cores, em nossos corações todos os sonhos.”

Contatos: Valmir Assunção – (61) 9902-5102

Mauro Rubem – (62) 8472-5618

Assessoria imprensa: Ernesto Marques (71) 9129-8150

E-mail: porumanovatendencia@gmail.com

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

TRE terá ‘tolerância zero’ com fraudes nas eleições de 2012.


TRE terá ‘tolerância zero’ com fraudes nas eleições de 2012.

Justiça está mapeando cidades com mais chances de irregularidades

Rio - O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Luiz Zveiter, abriu ontem a primeira reunião de organização das eleições de 2012 prometendo “tolerância zero” com irregularidades. Para isso, estão sendo mapeadas cidades onde há chances de imprevistos. “Teremos tolerância zero com qualquer tentativa de interferência no processo eleitoral, de modo a fazer valer a vontade do eleitor, livre de cabresto político”, afirmou Zveiter.

Ele afirmou também que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está empenhado em “tentar disponibilizar os meios” para que o cadastro de eleitores do estado seja totalmente biométrico (a partir de impressões digitais). A ideia é usar os dados das pessoas já cadastradas biometricamente pelo Detran.

Fonte: O DIA ONLINE.